domingo, 8 de julho de 2012

SUICÍDIO/ DEPRESSÃO/ CURA/ FELICIDADE

Tema pesado esse, mas senti a necessidade de postar aqui no blog, ao lembrar de uma amiga que queria se matar e conversamos muito por postagens, então vou copiar na íntegra o que eu escrevi para ela, depois vou encerrar dando umas dicas de como acabar com a depressão e o desejo de morrer:
"Posso falar como alguém que tentou suicídio? Fui mal atendida pelos meus colegas da saúde, inclusive enfermeiros, passei pelo julgamento da família, pois, como pode uma mãe querer se matar?
Quer saber a verdade? Vc não quer se matar, está perdida e com medo. Se quisesse de fato, vc já teria pulado da primeira ponte que encontrasse. Não pense que estou sendo dura com vc. Não estou não, sei como vc se sente e as vezes ainda me sinto assim. (HOJE NÃO MAIS)

Posso falar como Enfermeira, pela minha vivencia e não embasada em crenças? Se é chegada a hora do suicida, ele vai e pronto. Se não é chegada a hora, não morre e com sorte sobrevive sem sequelas físicas, embora todo o resto esteja mais machucado. Eu fui dessas que sobreviveu sem sequelas. Mas a maioria passa o resto dos dias atrelado a uma cama, com feridas se abrindo pelo corpo que vai se atrofiando, se alimentando por sondas, defecando em fraldas, dependendo de alguém que lhes limpe a bunda e o pior, conscientes de tudo o que se passa.

Hei, vá buscar ajuda, menina! Se não tiver empatia com o psiquiatra, busque o psicólogo, se não tiver empatia com o psicólogo, busque a religião, se não tiver com a religião, busque a profissão. Tudo isso não basta de uma busca por si mesma, pelo auto conhecimento, pelo equilíbrio e pelo amor próprio. 

Eu gostaria de poder te ajudar, mas não posso, pois não sei como. Lamento muito por vc e pelo que li na sua postagem. Já passei por isso, sei como está se sentindo e espero que vc encontre seu caminho...

Passei por uma fase em que me achava tão medíocre! E quem estava ao meu lado me punha mais pra baixo. Meu ex marido e sua mãe perfeita! Eu não me sentia uma boa dona de casa, uma boa mãe, uma boa enfermeira. Eu achava que se eu sumisse seria melhor para as crianças, meus dois primeiros filhos. Trabalhava com pacientes graves noite sim, noite não, cuidava da casa, dos filhos e do marido policial sempre ausente por conta do trabalho, meu corpão de sereia depois dos filhos ficou gordo, flácido, eu não cuidava mais da minha aparência. Fomos morar no interior, mas não arrumei emprego bom por lá e continuei trabalhando aqui, pegando 120 km de estrada para ir e para voltar, não sem antes deixar janta pronta para marido e filho e viajava arrastando meu barrigão para trabalhar grávida e sangrando, com descolamento de placenta e minha filha por um fio dentro de mim. Estava no meio de um plantão corrido minha bolsa rompeu e ainda terminei de atender os pacientes mais críticos, peguei o carro, fui até a maternidade dar a luz no meio da madrugada. 

Tinha insônia e piorou com os choros dos bebês de madrugada e com o ronco insuportável do marido, viciei em remédios para dormir e álcool e anfetaminas para ficar acordada de dia. Quando cheguei no limite, tomei todos os remédios que havia em casa (e não eram poucos) com 2l de conhaque e um litro de água sanitária. E vivi. Sentindo-me pior do que antes, pois agora, eu era a louca, a doente mental, a desequilibrada, a vergonha...
Mesmo com todo o amor que meus pais e padrinhos me deram.

Fiz de novo. Então, por livre e espontânea vontade, resolvi me internar. Foi pior, não gostei, pedi alta e fui continuar tratamento ambulatorial. Clonazepan, amitriptilina, depakene, tegretol, ..., ..., me receitaram todos e não me adaptei aos efeitos colaterais de nenhum, fiquei eu uma morta viva, moribunda. E a Mel com dois anos e o meu Dudu, com 3 e meio faziam carinho nos meus cabelos e enxugavam as minhas lágrimas. Me entreguei. E um dia, afundada no sofá, uma voz me falou: "Páre todos esses remédios. Tenha um filho". Respondi: "Não posso, sou louca, não presto pra cuidar dos 2 que já fiz"
"Tenha um filho" "Não posso, meu casamento já acabou, meu marido não me ama, um filho só vai piorar tudo, nem sexo fazemos mais!" "Tenha um filho"... "Tá."

Deusa? Alucinação?

Parei os remédios, inclusive a pílula. Alguns dias depois, acordei meu marido que com má vontade e em 5 minutos cumpriu sua 'obrigação', virou pro lado e dormiu e eu virei para o outro... Grávida!
 
Vomitei e tive pressão alta do primeiro dia ao último. No dia do parto (e da laqueadura) minha pressão estabilizou, mas alguma droga do parto causou uma alergia, um choque anafilático. Comecei a inchar e sentir coceira, olhei no rosto de meu filho e falei: "Levem meu filho pq não estou bem. Tiraram o bebê e o pai deles da sala enquanto eu brigava para puxar o ar para dentro de mim. Lutei e pensei: "Eu não posso morrer! Coitado do Gustavo que vai ficar viúvo com 3 filhos pequenos!!!" E lutei. Até que não vinha mais ar nenhum. Foi horrível, Stephanie, morrer dói. Olhei para a médica que fez meus 3 partos junto com o marido dela, balancei a cabeça e fui tentando relaxar meus músculos exaustos e escutando a voz de todos que gritavam pra eu continuar lutando ficando longe. Fiquei muito triste. Muito, pelos meus filhos. E dormi...

Logo em seguida, pelo que fiquei sabendo, o coração parou também. Choques, drogas, massagens cardíacas, máscara de oxigênio, tentativas sem sucesso de me entubar, pois não tinha passaagem, fiz edema de glote. Quando iam me fazer uma traqueostomia, meia hora depois, quando era pra eu ter sofrido dano cerebral pela falta de oxigênio, eu abri minha boca e falei: "Estou respirando e está muito bom!" (sic)
Passei mais 24h na UTI com o coração ainda meio duvidoso se batia ou se parava...

Fiquei sabendo que enquanto minha família, uma parte ficou com meus dois filhos e a outra ficou na porta da UTI, de vigília, meu ex marido foi ao Mac Donalds, depois foi para a casa dormir o sono dos justos, não ligou para ninguém para saber de mim, e foi lá no fim da tarde seguinte para ver o filho e a mim, sem nem uma florzinha!!!

"Nem uma florzinha???" kkkkkkkkkkk!!!

Saí de alta e a lavanderia e o fogão me aguardavam...

Esperei meu filho fazer 4 meses para não dizerem que eu estava com depressão pós parto, fiz as malinhas do pai das crianças, chamei a mãe do ex marido e falei: "estou devolvendo seu filho, venha buscá-lo"

Até ganhar a pensão na justiça, o que sofri para trazer alegria as crianças e cuidar deles, prover e tudo mais, pq ser pai e mãe pra 3 crianças NÃO É PRA QUALQUER UM NÃO!

Emagreci 35kg, comprei calcinhas, sutiãs!!! Maquiagens, voltei a me cuidar, voltei a ser bela, voltei a trabalhar e ainda por cima aumentaram as minhas funções pq me consideraram apta, preparada, bem formada!

E QUERIDA, AGORA EU NÃO POSSO ME DAR AO LUXO DE QUERER MORRER!

Quando me bate o desespero e a tristeza, eu falo pra babá: PERAÍ QUE EU VOU ATÉ A PONTE DA JOÃO DIAS ME JOGAR DE LÁ!

E pra encerrar, além de que morrer dói, não havia nenhum rosto amigo pra segurar minhas mãos e me oferecer algum conforto. Não posso reclamar, pois a equipe se empenhou muito pra me salvar. Mas não havia ninguém pra segurar minha mão. Isso é horrível. A pior solidão.

Quando estou na porta do PS, atendo os suicidas... e é frustrante quando não conseguimos. Mais frustrante e triste, quando conseguimos, mas as sequelas serão irreversíveis...

Curto mesmo a porta da maternidade, adoro dar boas vindas aos que chegam! É emoção e alegria!
Mas aprendi a gostar do meu setor, onde, na maioria das vezes meus velhinhos estão no fim da vida e onde na maioria das vezes, só tem eu para segurar as mãos deles e alisar seus cabelos quando já não há mais nada a fazer..."

Outra postagem sobre o tema:


"Eu tinha uma amiga pessimista, que se rotulava doente psiquiátrica. Depressiva. Acompanhei toda a dor e sofrimento quando sua mãe, uma médica boa e generosa, padeceu por meses de uma grave enfermidade e após muito sofrimento, faleceu. Essa minha amiga ficou muito mal, ingeria medicamentos com álcool, ameaçava suicídio, queria se vingar da equipe médica que nada teve a ver com o óbito de sua mãe. E ela sempre me pedia para ensiná-la a morrer sem dor...
Durante um ano ofereci cuidados de amiga e de enfermeira a essa moça. Sem resultado nenhum. Tudo o que ela me pedia era a receita de morrer sem dor. E não havia carinho ou palavra que a fizessem mudar de idéia... E ela me preocupava e me atormentava o juízo com suas súplicas.

Então, pasmem, falei como se morre sem dor... Eu sabia e ela não. E optei por falar e lhe dar o direito de escolha. Passaram 5 anos, ela está viva, casada e é mãe. Ufa!!!

Eu errei em falar? E se ela tivesse se matado? Eu teria alguma culpa? Teria que arcar com Lei Tríplice?
Não sei. Fiz de tudo o que estava ao meu alcance para que ela mudasse de idéia e ela só queria uma coisa de mim. E, embora desejasse que ela vivesse bem e feliz, não considero o suicídio nenhum pecado, para wiccanos não existe pecado, mas a Lei Tríplice.

Se ela tivesse se matado estaria eu colaborando com isso?
Bom, sendo enfermeira que cuida de pacientes cuja a maioria são terminais, minha conta deve estar pra lá de alta, pois pacientes sem prognóstico recebem nossos cuidados até a última hora, mas mas são cuidados paliativos. Mas isso é um parêntese."

As dicas a seguir, eu dei para as  jovens que queriam se matar, depois para pacientes que saíram de tentativa de suicídio sem sequelas, e então para pessoas que me procuram com depressão.

DEZ ALIMENTOS QUE PODEM AJUDAR CONTRA A DEPRESSÃO:

Estima-se que o Brasil possua 13 milhões de pessoas sofrendo de depressão. No mundo são 340 milhões e cerca de 850 mil suicídios/ano provocados por ela, de acordo com dados da OMS. No final de dezembro, pesquisadores de Londres provaram que comida processada e rica em gordura aumenta o risco de depressão em 58%. Já aqueles com uma dieta rica em vegetais, frutas e peixes, apresentam chances menores de apresentar os sintomas do chamado mal do século 20. Veja abaixo dez alimentos coadjuvantes na prevenção da depressão e integre-os à sua dieta diária, misturando-os ou comendo isoladamente. Em tempo, o chocolate, que tem fama de levantar o espírito, também tem seus senões. Ele pode aumentar o nível de gordura do corpo (que provoca a depressão) e, de acordo com Virgínia, depende da concentração em cacau e devem-se abater as castanhas, leite e açúcares para atingir melhor resultado. O chocolate meio-amargo é o ideal.
1) Arroz integral: há os que amam e os que odeiam, mas é uma ótima fonte de vitamina B1 e B2 e ácido fólico (estes diminuem o nível da homocistina, uma das culpadas pela depressão) e, como solta a glucose paulatinamente, previne a hipoglicemia.
2) Salmão, sardinha e atum: os asiáticos e os finlandeses têm grau muito baixo de depressão comparado com o resto do mundo e o segredo está no consumo de peixes. Pesquisadores japoneses estudaram 1.763 finlandeses e provaram que o consumo de peixe, pelo menos duas vezes por semana, diminui o risco de depressão. Tudo isso graças ao ômega-3 e às vitaminas do complexo B.

3) Repolho e couve: é rico em vitamina C e também em ácido fólico e ajuda a combater a depressão, o estresse e doenças cardíacas. Além disso, seu suco pode ajudar a curar úlceras de estômago, e a Associação Americana de Pesquisas sobre Câncer mostrou que pode nos proteger de vários tipos da doença.

4) Castanha do Pará: pois é, o Brasil também tem sua fruta nativa que é rica em selênio e com isso dá um impulso na atividade cerebral e diminui o risco de depressão.

5) Abóbora: esta é um dos segredos do bom humor, já que contém altas proporções de vitamina B6 e ferro, que são elementos muito importantes para converter o açúcar no sangue em glucose (que é o combustível do cérebro).

6) Feijão: um dos componentes do prato favorito dos brasileiros é rico em proteínas, ferro, cálcio, vitaminas do complexo B, carboidratos e fibras. Além de ajudar na depressão, também já foi associado à diminuição de doenças como diabetes, doenças cardiovasculares e até neoplasias.


7) Leite e iogurte desnatado: apesar de ter uma turma que o considera um veneno, o leite na verdade é rico em triptofano que é um aminoácido que influencia positivamente na produção da serotonina. Além disso, é fonte de tirosina, que está associada à produção de dopamina e adrenalina que causam sensação de alegria. Quer mais? O cálcio do leite é ótimo para controlar irritabilidade, especialmente de mulheres na TPM.

8) Frutas: um estudo feito nas Filipinas em 2008 provou que consumir de duas a três bananas por dia ajuda a combater a depressão, já que é rica em triptofano. A laranja e a maçã fornecem ácido fólico. A jaboticaba é fonte do complexo B. Abacaxi de serotonina. Nutricionistas também recomendam melancia, mamão, abacate, limão, grapefruit e tangerina como agentes do bom humor.


9) Cereais integrais: não só são fontes de carboidratos, como também são ricos em vitaminas do complexo B e ácido graxo ômega 3. A aveia, por exemplo, tem altas doses de triptofano e ainda de selênio, que dá mais energia. Produtos à base de soja também são recomendados.


10) Espinafre e verduras escuras: por serem ricos em magnésio (que é auxiliar na produção de energia), atuam como antidepressivos. Também possuem altos níveis de complexo B. O brócolis é fonte de ácido fólico. Já o talo da alface (aquele que os restaurantes teimam em tirar na hora de servir) tem ação sedativa e tranquilizante.

(Sem falar no mel, sobre o qual vou falar num post a parte daqui alguns meses...)

BUSQUE A AJUDA DAS CORES:
Partindo deste princípio, a cromoterapia é a técnica de aplicação das cores com um fim terapêutico. Esta técnica foi estudada e aplicada na antiguidade, na Grécia e no Egipto, e hoje em dia a ciência e a tecnologia permitem um estudo e uma aplicação mais precisos deste tipo de tratamento.
Vermelho - Efeito vitalizante, excitante, estimulante. Fortalece o sangue, melhora a circulação, previne a anemia e eleva a temperatura do corpo. Combate a depressão e, em excesso, pode causar irritação e aumento da tensão nervosa.
Laranja - Estimula o sistema nervoso e promove a alegria. Fortalece as funções mentais, aumenta a energia física e dissipa o desânimo. Combate a insegurança e falta de vontade. É eficaz no tratamento de doenças como a epilepsia, as doenças respiratórias e as inflamações.
Amarelo - Desperta as faculdades mentais, ajuda a dominar o sistema nervoso, promove o optimismo e favorece a criatividade e o raciocínio. É usado no tratamento de problemas digestivos.
Verde - Promove o equilíbrio, a harmonia e a serenidade. Tem um efeito refrescante e tranquilizador, promovendo a sensação de confiança e segurança. É utilizado no tratamento de doenças cardíacas e circulatórias.
Branco - Não é uma cor, mas sim a reunião de todas as cores. A cor branca é a luz emitida pelas superfícies que reflectem todas as cores. Ao receber luz branca, o organismo liberta todas as vibrações pesadas e negativas provenientes das doenças.
Como? Use bijuterias com pedras dessas cores, pinte a parede de um cômodo de sua casa com uma dessas cores, plante flores, vá a parques floridos e aproveite para andar com os pés descalços na terra... Abuse das roupas dessas cores!

TOME SOL! (Sem abuso e com protetor solar, é claro!!!)
PRATICANDO ESPORTES
A prática esportiva ajuda a combater a depressão e a ansiedade; Você vai desafiar a si mesmo e definir metas; Terá ossos mais fortes; Ajuda no equilíbrio, coordenação e flexibilidade; Melhora a resistência e a concentração. Quem pratica esportes está mais propenso a ter uma vida saudável e feliz. A prática de esportes pode ajudar a reduzir o estresse, melhorar a saúde física e mental, e fazer com que você tenha mais diversão. 
Praticar esportes pode reduzir o estresse causado por uma infinidade de questões. Estudos mostram que o aumento do estresse pode levar ao ganho de peso e doenças cardiovasculares. Portanto, além de te dar mais energia, a prática de esportes também ajuda a prevenir doenças.


Pois é, o tema começou BEM pesado, mas eu fiz (e faço) tudo isso que estou recomendando. Dizem que falar é fácil, mas eu estou falando com propriedade, pois passei por situações dramáticas e então segui todos estes conselhos que estou dando agora para curar minha depressão, meu pessimismo, meu desejo de sumir deste mundo. E sei que dão certo, por experiência própria, basta querer!
A Deusa me deu o Nicolas, que foi minha primeira cura, me fez saber o que é e como é morrer, depois me mostrou os caminhos para ser feliz, que estou dividindo aqui e agora com vocês. Espero que ajude!!! =D

Eu, FELIZ!






sábado, 23 de junho de 2012

Quando me Amei de Verdade!

Vi esse post no face, num site (http://www.segredosdavida.com/forum/8-segredos-em-frases/1060-quando-me-amei-de-verdade), achei o máximo e resolvi difundí-lo, pois retrata o que eu tenho aprendido com a vida, com a meditação, com a auto-crítica...
Estou aprendendo a Viver! Talvez eu não sirva de exemplo para ninguém, nem faço questão disso, mas hoje sou mais feliz que há alguns anos. Então compartilho:

Quando Me Amei De Verdade!

Quando ME AMEI DE VERDADE,

compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome… AUTO-ESTIMA.

Quando ME AMEI DE VERDADE, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é…AUTENTICIDADE. 

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de…AMADURECIMENTO. 

Quando 
ME AMEI DE VERDADE, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é…RESPEITO. 


Quando
ME AMEI DE VERDADE, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama… AMOR-PRÓPRIO. 


Quando 
ME AMEI DE VERDADE, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é… SIMPLICIDADE.


Quando 
ME AMEI DE VERDADE, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes. Hoje descobri a… HUMILDADE.


Quando 
ME AMEI DE VERDADE, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… PLENITUDE. 


Quando 
ME AMEI DE VERDADE,  percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco ao serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. 


Tudo isso é… Saber viver!!!

Autoria de: Charles Chaplin
Muitos até passeiam por ele, porque ninguém se cruza por acaso... mas não é qualquer um que fica, porque EU ME AMO DE VERDADE! 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

CURSOS 24H


No blog, além das minhas postagens, há anúncios de um site de CURSOS À DISTÂNCIA COM CERTIFICADO, que além de atualizar nossos conhecimentos, ainda ajudam na PROGRESSÃO dos funcionários públicos estatutários e dos que aderiram ao plano de carreiras. Eu tenho feito e recebido meus diplomas. Vale a pena! Há cursos em diversas áreas e novos cursos disponíveis em breve.

Confiram os BANNERS do curso espalhados no meu blog e aproveitem pra ler as postagens! Beijão!

Educação a Distância - 10 Motivos para Estudar



Motivo 1Rápido e Práticomotivo 1
Fazer Cursos Online é uma forma rápida e prática de aprender. É possível iniciar um curso em qualquer dia, não é necessário apresentar documentos ou participar de processos burocráticos para iniciar as aulas.
Motivo 1Valores Acessíveismotivo 2
Nossos cursos variam entre R$ 20,00 e R$ 60,00. Um treinamento parecido em outras instituições pode custar mais de R$ 500,00. Nossa eficiência e alto volume de alunos possibilitam oferecer cursos de alta qualidade por valores reduzidos. Além disso, não há nenhuma cobrança de mensalidade em nossos cursos, eles são pagos uma única vez.
Motivo 1Flexibilidademotivo 3
O processo é totalmente flexível: Flexibilidade de Local, Flexibilidade de Horário, Flexibilidade de Duração do Curso. Estude de onde preferir, da sua casa, trabalho, faculdade, lan-house ou de qualquer computador, faça nos seus horários disponíveis e conclua os cursos em quanto tempo desejar. Tudo é feito de acordo com seu ritmo, sem compromisso com prazos e horários fixos.
Motivo 1Não necessita se locomovermotivo 4
Fazendo nossos Cursos Online você não gasta com locomoção até uma escola presencial, não perde tempo no trânsito. Isso significa mais tempo livre para estudar, resultando em um melhor aproveitamento.
Motivo 1Banco de Currículosmotivo 5
Diversas empresas contatam-nos e solicitam indicações de alunos para vagas de emprego. Ao estudar conosco, você pode incluir seu currículo no Banco de Currículos e ser indicado para vagas relacionadas aos cursos feitos.
Motivo 1Certificado Válido em Todo o Brasilmotivo 6
O Certificado é válido em todo o Brasil e em vários outros países, ele pode ser utilizado em faculdades, empresas públicas e privadas, concursos e provas de título, entre outros.
Motivo 1Empresa Mantenedora da ABEDmotivo 7
O Cursos 24 Horas é uma empresa mantenedora da ABED - Associação Brasileira de Educação a Distância. Nosso nome e logo é exibido na página de Mantenedores da ABED.
Motivo 1Funcionários treinados conoscomotivo 8
Outra prova de qualidade do sistema de ensino é o número de empresas que já tiveram funcionários treinados conosco. Veja na imagem ao lado algumas dessas empresas.
Motivo 1Seu Currículo fica Atualizadomotivo 9
Todos os cursos podem ser incluídos em seu currículo. As pesquisas comprovam que manter o currículo atualizado é uma das formas mais eficientes para ser promovido, conseguir um novo emprego, ou até mesmo evitar uma demissão do emprego atual.
Motivo 1Professores Altamente Qualificadosmotivo 10
Uma equipe de professores altamente qualificados fica à disposição para atender aos alunos, corrigindo exercícios, enviando material adicional e tirando todas as dúvidas que possam surgir durante o curso.

Mais Informações


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

2012

"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.

Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.

Mas não há outra maneira.

O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.

E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de DESAPARECER no oceano, mas TORNAR-SE OCEANO.

Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.

Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!"

(Osho)



Num plantão estive conversando com meu colega e amigo Tonhão e finalmente pude explicar para ele como pude sentir e compreender a citação acima de Osho. E como tirei minhas conclusões sobre morte/ morrer...

Quando minha mãe agonizava em meus braços, eu ainda não havia lido esse texto acima. Li outros de Deepak Chopra algo semelhantes, mas não podia visualizar e compreender.

Então, enquanto minha mãe morria em meus braços, eu a abraçava forte como que pra segurar seu corpo e sua alma, mas a sensação real que tive foi que ela deslizava por meus braços numa forte turbulência, seu corpo estava inerte, mas eu sentia o tremor escorregando enquanto eu tentava segurar. Ela estava em meus braços... mas parecia que algo deslizava com força.
Foi quando eu disse: "Pai, a mãe está morrendo!!!"
E o resto de sua passagem, já comentei em post anterior...
Então pude entender que o rio corre com medo pelas pedras e demais obstáculos e só quando chega no oceano, ele perde o medo e percebe que não deixou de ser rio, apenas se tornou oceano! Mas minha mãe não teve medo. Foi muito corajosa.
Como no universo, quando explode uma estrela, ela não deixa de existir, continuamos enxergando sua luz daqui da Terra muitos anos depois que ela "deixou de existir". Mas ela não deixou de existir! Tornou-se uma parte consciente do Universo, 'poeira' e luz. Ela expandiu. O Rio expandiu, tornou-se oceano. No caso de minha mãe, sua consciência expandiu e ela tornou-se parte VIVA de tudo, luz... Seu corpo foi devolvido a terra e se misturou aos 4 elementos, o resto é espírito, sopro divino.... é eterno!

“A morte tem de ser recebida como uma convidada de honra.
Ela não é uma inimiga.
Ela só parece inimiga porque nos apegamos demais à vida! 
É por causa desse apego que mal conseguimos falar sobre a morte.
O dia em que as pessoas tiverem mais consciência do que seja a morte, elas viverão muito melhor. Aproveitarão a vida sem nunca se esquecer de que ela não durará para sempre.
Passarão a viver de maneira bela e também morrerão de maneira mais bela”. (Osho)


"Tocando a terra, abandono a idéia de que sou esse corpo e de que meu tempo de vida é limitado. Compreendo que este corpo, constituído de quatro elementos, de fato não me representa e nem me limita. Faço parte de uma corrente de vida de ancestrais espirituais e antepassados de sangue que, por milhares de anos, vem fluindo no presente e assim continuará por milhares de anos no futuro. Sou um só com meus ancestrais, com todos os povos e todas as espécies, sejam pacíficos e destemidos, sejam sofredores e amedrontados. Neste exato momento, estou em toda parte deste planeta. Estou presente também no passado e no futuro. A desintegração deste corpo não me altera, do mesmo modo que, quando as flores da ameixeira caem, isso não significa o fim dessa árvore. Vejo-me como uma onda na superfície do oceano, minha natureza é a água do oceano. Estou em todas as outras ondas, e todas as outras ondas estão em mim. O aparecimento e desaparecimento da forma da onda não afetam o oceano. Meu corpo do dharma e a sabedoria da vida não estão sujeitos ao nascimento e à morte. Vejo-me presente antes mesmo da manifestação do meu corpo físico e depois da sua desintegração. Mesmo nesse momento, vejo como também existo em outro lugar que não é este corpo. Setenta ou oitenta anos não é o meu tempo de vida. Meu período de vida, como o de uma folha ou de um Buda, não tem limite. Eu já ultrapassei a idéia de que sou um corpo separado no espaço e no tempo das demais formas de vida".
Thich Nhat Hanh, Ensinamentos sobre o Amor



E é por isso que não sofri o falecimento de minha mãe mais que o necessário...
Sinto sua falta, Mãe! Agora que vai fazer um ano que não a abraço. Quando estudo ou faço tarefas com meus filhos, lembro de você fazendo comigo. Então esses dias estou um pouco sensível. Ainda mais que as crianças estão de férias longe na casa da outra avó! 
Mas fico feliz em saber que você VIVE, de uma forma diferente, que eu não conheço, mas já faço alguma idéia vaga de como seja...(jul/2012)

TE AMO, MÃE!

sábado, 30 de julho de 2011

A Morte/Vida de minha Mãe

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:
 - Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde. 
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida? 
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca. 
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto. 
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui. 
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão. 
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós. 
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está? 
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria. 
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
 - Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela... (Recebido sem o nome do autor)


Dona Ondina teve uma infância que ela relatava com tristeza. Os fatos mais marcantes foram a morte de seu pai quando ela tinha 6 anos de idade e o bullying que ela teria sofrido durante os anos escolares, embora na época nem se sabia o que era bullying. Foi pobre, cheia de irmãos, sua mãe era severa...
Casou-se com meu pai, depois de muitos anos e várias tentativas de engravidar e várias perdas de bebês, veio minha irmã e 5 anos depois, eu. Meu primo Nicolas ('Nico véio') disse que ela foi ótima mãe, neurótica até (sic). E foi uma mãe neurótica mesmo. Teve muitas falhas. Era egocêntrica, depressiva, tinha fobia social, mania de que todos a observavam e falavam mal dela, inclusive nós, a família. Quando ajudava algum de nós, queria elogios e agradecimentos eternos, daí insatisfeita, vinham cobranças...
Mas era amorosa, boa ouvinte e boa conselheira, preocupava-se conosco e com meu pai. Ela e meu pai sempre se consideraram parentes, ao contrário de muitos casais. Aprendi com minha mãe que marido é parente. (Depois fui obrigada a aprender com meus filhos que ex-marido também é).
Então essas 'coisas de Dona Ondina' geravam sentimentos contraditórios, às vezes ficava com raiva dela. Mas a amava.
Então vieram os netinhos e ela me disse que os amava mais que a mim. E eu acredito e ficava feliz por ela e por eles.
A volta ao lar foi conturbada, às vezes nos dávamos bem, às vezes mal, mas eu sabia que as crianças a faziam muito feliz. Ela contava as gracinhas deles para todos. E eu contava as coisas que ela não presenciava e ela ria até das mais bobinhas, que eu não contaria a outras pessoas, mas sabia que ela acharia graça!
As mágoas, raivas e tristezas, além do fumo, dos maus hábitos alimentares e de sono foram minando a saúde de Dona Ondina. e aos 72 anos internamos ela no hospital em que trabalho. Todos a trataram muito bem. Melhor do que eu esperava. A princípio porque ela era minha mãe, a mãe da enfermeira do nono andar. Depois pelo seu jeito educado, por ser uma velhinha vaidosa e simpática e por suas manias e 'aprontações' que davam um desconto por ser minha mãe e talvez por acharem graça na velhinha que fumava 'escondido' no banheiro e tacava desodorante achando que ninguém notaria o cheiro do cigarro.
Mas uma parada cárdio respiratória durante uma um exame de ressonância magnética não estava no script. E além do susto que deu na família, a deixou com coração e pulmões mais debilitados do que já estavam. O caso dela era cirúrgico, mas, tratada uma infecção, os médicos, ela e a família acharam por bem que ela se restabelecesse em casa e fizesse exames pré operatórios. No fundo nós não achávamos que ela sobreviveria ao cateterismo e à cirurgia. Acho que ela também pensava assim...
Ela voltou pra casa e tinha saudades dos netos que estavam de férias na casa da outra avó. Mas passou três dias contente, mudando hábitos, fazendo planos de se cuidar melhor. No fundo eu achava um pouco tarde pra ela começar a se cuidar. Mas dizem que nunca é tarde, enfim... Tirando a saudade das crianças, acho que ela estava feliz na medida do possível.
Até que meu pai me acordou dizendo que ela estava em broncoespasmo. Fui ao quarto, ela fazia inalação. Então eu dei alenia para ela aspirar e mudei o remédio da inalação. Ainda passando mal ela foi ao banheiro, evacuou e, quando sentou novamente na cama para fazer inalação, em seguida tombou pra frente, enquanto eu, a empregada e meu pai a levantávamos pedi à babá que chamasse o SAMU e a acomodei em meus braços com a inalação. A babá não conseguiu responder a todas as intermináveis perguntas que fazem e me passou o telefone. Quando tentaram me orientar os procedimentos falei que era enfermeira e dei uns gritos, pois minha mãe agonizava em meus braços enquanto ficavam 'de papo' comigo ao telefone. E ela parou de respirar e em poucos segundos não sentia seu pulso. Devido ao desespero de meu pai, a coloquei no chão e comecei massagem cardíaca e respiração boca a boca. Mas pela quantidade de secreção que ela soltava, vi que seus pulmões estavam encharcados e que eu não podia fazer mais nada... Até que chegou a viatura do SAMU com uma técnica de enfermagem com o ambu nas mãos, falando 'Vamos ressuscitar'. Falei: filha, o que você vai fazer eu já estou fazendo há 20 minutos. Agora chega, você não vai conseguir nada e se por ventura conseguisse, ela ficaria sequelada, coisa que ela não quer. Por eu me identificar como enfermeira, ela aceitou. Quem não gostou muito foram os PMs e o delegado ao chegarem no momento em que eu e a empregada recolhíamos do chão o corpo de minha mãe e começávamos a limpá-la, pois ela havia se evacuado. Mas um médico amigo de muitos anos de minha irmã, que também acompanhava o caso de minha mãe veio e atestou o óbito.
Enquanto minha irmã e seu amigo foram correr atrás do funeral e do enterro, meu primo ficou fazendo companhia ao meu pai e a empregada me ajudava a preparar o corpo de minha mãe. Então, ela me deixou a sós enquanto eu maquiava minha mãe e penteava seus cabelos e conversava com ela. Eu não lembro o que lhe dizia...
Então eu tomei banho e me sentei na cama junto ao corpo e fiquei lá fumando, conversando e olhando pela janela, fazia um dia bonito. Minha tia, irmã de minha mãe e outra prima juntaram-se a nós. E lá ficamos até que o carro da funerária chegou. Pedi a ele que chamasse uma equipe que drenasse os líquidos corporais afim de que ela não ficasse eliminando odores durante o velório. E por 700 reais, além de drenar os fluídos, essa equipe desfez a maquiagem que eu havia feito que a deixou com um semblante sereno, parecendo até que sorria e a deixaram feia, com gel nos cabelos, com os lábios apertados, parecendo outra pessoa...
Liguei para meus filhos e disse aos dois mais velhos que sonhei com uma fada que me disse que o corpo da Didi estava cansado e muito danificado e que ela iria levá-la ao País do Verão. Disse que pela manhã a Didi passou mal e que deitou em meus braços e me mandou dizer que eles foram as pessoas que ela mais amou nessa vida, e que mandou um beijo para cada um deles. E que então apareceram dezenas de fadas no quarto e que pegaram a alma da Didi pelas mãos e a levaram deixando apenas o corpo. E que no País do Verão a Didi plantaria flores e tomaria banho de mar. Então a Mel me perguntou se a noite a Didi viraria estrela e respondi que sim. Pedi ao pai das crianças que os trouxesse ao velório e para o enterro da avó deles.
No velório pessoas iam e vinham, amigos e parentes. Vinham, ficavam um pouco e iam. Veio minha ex sogra e o pai de meus filhos com as crianças. O Dudu e a Mel choraram um pouco ao me verem chorando e eu nunca escondi meus sentimentos de meus filhos. Eles ficaram tristes, principalmente o Eduardo, que é o maior e era o queridão da vovó. O Nico não entendeu nada, nem o levantei para que visse o corpo de sua avó no caixão. Não vi necessidade. Depois me arrependi disso.
Então meus filhos foram dormir na casa da minha tia paterna. Ficamos lá, eu queria passar a noite. Sabia que aquilo era apenas o corpo sem vida de minha mãe, mas tinha a sensação de que indo embora deixaria a minha mãe só naquele lugar horrível, escuro e frio! Mas fui com meu pai, com medo de deixá-lo só e ele passar mal. Temos que cuidar dos vivos, eu pensei, mas não dormi a noite toda pensando em minha mãe sozinha...
Ela era católica. Já foi praticante, mas se desiludiu não sei por que. Acho que foi sua depressão que a deixou descrente. Minha irmã fazia questão que um padre ou um pastor fizesse um ritual de despedida. Então para o enterro foram meus padrinhos, três primos, três vizinhos, uma moça que trabalhou anos em casa, um pessoal do hospital, além de mim, minha irmã, uns amigos dela, meu pai e meus filhos. A irmã de minha mãe passou mal e outros parentes não quiseram ver a Tia Ondina ser enterrada. Minha mãe não tinha vida social, vivia quase enclausurada, então era de se esperar que não viria muita gente. Mas quem veio, veio por afeto por ela e pela família. Então pedi ao meu amigo Lori, pastor evangélico que fizesse uma breve despedida cristã e ele gentilmente fez. Então vi a terra cobrindo o caixão de minha mãe e falei com a Deusa em pensamento: "Devolvo à terra o corpo de minha mãe com tristeza e gratidão e espero que A GRANDE MÃE embale a minha mãe por quem eu tive tantos sentimentos contraditórios, mas a quem eu sempre amei".


Deepak Chopra disse que seria mais fácil se pensássemos que não é a alma que deixa o corpo, mas sim o corpo que deixa a alma. Eu compreendo o que ele quer dizer, mas não consigo pensar assim ainda.
Eu sou espiritualista, acredito que a minha mãe foi para uma nova vida, mas a saudade é grande. Meu pai às vezes chora, minha irmã também. Jogamos no lixo as más lembranças e guardamos as boas. Me vêm à lembrança coisas engraçadas que meus filhos falaram durante o velório e no trajeto do enterro e eu queria contar para minha mãe, então a procuro e não a encontro. E a todo o momento me vêm à cabeça a lembrança do momento de agonia de minha mãe, que foi breve, ainda bem, mas foi sofrido.
Não tomei banho ontem e hoje levantei sem vontade de nada, mesmo com a presença de minha irmã aqui e os planos de meu pai de reformar a casa que há anos pede manutenção. Tenho papéis e contas empilhados e espalhados por toda a casa e brinquedos que devem ser doados, mas não quero fazer nada.
Eu sou forte e como minha mãe dizia: "Não há dor que dure para sempre", mas ela mal se foi e já deixou aquela saudade doída por saber que provavelmente o tempo que levaremos para nos encontrar será grande...


DIDI E NICO