terça-feira, 19 de abril de 2016

COMO PROLONGAR A EREÇÃO- PARTE 2

Essa é a parte que eu mais gosto de falar. Conversando com amigos, eles dizem o quanto a parte psicológica interfere na hora do sexo, me explicam que durante o ato, muitas vezes é preciso desviar a atenção do que está acontecendo para retardar o processo. Eu imagino o quanto seja difícil para vocês. Embora as mulheres demorem muito mais tempo para chegar ao orgasmo, quando o homem chega rápido demais, é um problema para ambos. Eu costumo brincar que o nosso brinquedinho é de abrir, o de vocês é de armar, então é mais difícil para vocês e muito frustrante para ambos quando termina rápido demais!
Já falei da importância da prática de atividades físicas. Trabalhar a respiração é muito importante. Se você corre, pratica pilates, ou natação, ótimo! Mas eu vou ensinar algumas coisas que nenhum personal vai ensinar pra você! São os exercícios que você deve fazer com seu membro.
O primeiro é o mais simples, que eu costumo orientar para as mulheres também, mas é muito útil para os homens. Vou simplificar, não vou dar uma aula sobre os músculos envolvidos para não prolongar demais o post. Vamos ao primeiro: Toda vez que for urinar, não abra a bica de vez! Prenda e solte, prenda e solte, prenda e solte a urina. Faça isso variando o tempo em que você segura a urina, faça rápido, faça devagar, segure 3 segundos, 5, vá aumentando até aguentar 10, 3 de novo, intercale rápido com devagar. É muito mais gostoso chegar no banheiro e dar aquela mijada relaxada, mas vocês vão me agradecer depois! É mais fácil começar fazendo isso sentado, depois você pode arriscar fazer em pé, cuidando para não urinar no vaso todo e no chão.
Diminua a sensibilidade da glande. A glande é muito sensível, isso faz com que os homens cheguem ao orgasmo rápido demais, então diminua um pouco a sua sensibilidade. Com uma toalha macia e molhada, após o banho, crie o hábito de massagear o pênis, principalmente a glande, com uma toalha macia. MACIA!!! Se durante essa massagem você ficou excitado, ótimo! Aproveite para fazer o seguinte exercício: pendure a toalha no pênis e faça força com o mesmo para levantá-la. Três séries de 10. Musculação? Sim! Quanto a sensibilidade da glande, você também pode optar por géis anestésicos, mas na hora de transar, retire o excesso para não atrapalhar o prazer da parceira. E teste antes para ver se não vão lhe causar alergia!!!
Agora vamos à masturbação. Todo mundo deveria se masturbar diariamente. É muito bom!
Leia mais:
http://super.abril.com.br/ciencia/o-curto-circuito-do-orgasmo-como-funciona-o-prazer-humano
http://www2.uol.com.br/vivermente/reportagens/explosoes_de_prazer.html
Muito interessantes estas matérias!

Então voltemos à masturbação. Se não for diária, pratique ao menos 3x/semana. Quando sentir que vai chegar ao orgasmo, intercale paradas, com reduções de velocidades. Faça rápido, vai gozar? Pare. Recomece, acelere, vai gozar, respire profundamente, diminua a velocidade. Para que não está acostumado ou não gosta de camisinha, intercale esses momentos com o uso da camisinha. Além de que vai diminuir a sensibilidade, você vai acostumar e não vai ficar com o membro "meia bomba" na hora que a sua parceira exigir o uso!
Durante a masturbação, quando sentir que vai gozar, puxe o ar lentamente pela boca, encha o peito e o abdome, diminua a velocidade, ou pare e recomece, como eu já falei antes. A respiração é muito importante. Faça isso sozinho, depois, quando estiver acostumado, faça durante o ato, com a sua parceira.
Este exercício pode ser realizado de formas variadas junto com a sua parceira, caso ela esteja te masturbando, ou realizando sexo oral.
Durante a relação, quando você sentir que está prestes a gozar, mude o foco, pense em uma coisa nada a ver (não vá pensar em dívidas e problemas de trabalho, pelamor, senão você vai brochar de vez!). Mude de posição também na hora do sexo, se sentir que está chegando lá.
Para quem frequenta academia, fortaleça a região do quadril. Os homens gostam de definir braços, torax e abdomen, mas nessas horas, a força e flexibilidade do quadril ajudam demais.
QUER AUMENTAR O TAMANHO DO SEU PÊNIS? Bom, tem o método da enganação, que é depilar ou aparar os pelos. Isso dá a impressão de que seu membro é 2cm maior. Mas há também exercícios que ajudam a aumentar o tamanho. Pênis é musculo! Os exercícios que ensinei, já vão tonificá-lo, fortalecê-lo e consequentemente aumentar seu diâmetro.
Mas existe o Jelq, uma técnica de exercício criada pelos árabes para o aumento do ógão reprodutivo masculino. Essa técnica promove o engrossamento da espessura do membro e força para o tecido que promove o estado erétil do pênis. Por meio do exercício, o pênis passa a receber maior quantidade de sangue no corpo cavernoso do que a habitual. Isso faz com que o pênis fique mais esticado e por consequência, aumente de tamanho em comprimento também. Vamos lá.
Comece a masturbação e use um lubrificante. O membro tem que estar rijo, ou quase completamente. Daí segure a base do seu pênis com o indicador e polegar, fazendo um 'anel' em torno da base do pênis. Faça pressão com seus dedos de forma que o sangue solto no eixo do seu pênis fique retido. Lentamente vá deslizando os dedos para cima mantendo a pressão. Você está empurrando o sangue para cima lentamente, enquanto isso vá começando o movimento com a outra mão, da base à glande. Repita estes movimentos várias vezes durante 3 minutos. Se houver desconforto, você não está fazendo direito.



Se mesmo depois de tudo isso você ainda está com problemas de ereção, ainda não se tornou o DEUS DO SEXO, ou como diz meu filho mais velho: O PICA DAS GALÁXIAS, procure um urologista (ele poderá te encaminhar para um psiquiatra também). Segue um link com uma entrevista que o Dr. Drauzio Varella fez com um urologista falando sobre medicamentos que prolongam a ereção:
http://drauziovarella.com.br/sexualidade/medicamentos-para-erecao/

Bom. Termino por aqui. Quem ler, gostar e fizer as técnicas, depois me conta o que achou!
Ah, já ia esquecendo: há um suplemento fitoterápico chamado: Tribulus terrestris, este suplemento tem sido usado por praticantes de musculação, com outros nomes comerciais também, para o aumento da massa muscular, mas já me foi receitado quando tive diminuição da libido, pelo meu ginecologista. Há estudos que garantem o aumento da massa muscular tanto para homens quanto para mulheres, mas a ação principal deste fitoterápico é a melhora do apetite e desempenho sexual.

"Tribulus Terrestris é uma erva daninha que há muito tempo é utilizada no continente europeu. No inicio da década de 70, quando ela foi descoberta, suas maiores funções era para tratamento da libido, melhora do apetite e desempenho sexual. Nos dias atuais, alguns estudos demonstram que por ela ser um precursor de testosterona endógena, melhora também a resistência, aumento da massa muscular, força e etc."

Mas não esqueça, até fitoterápicos necessitam da orientação de um médico, nutrólogo, nutricionista para serem usados para que não sejam prejudiciais à saúde!

COMO PROLONGAR A EREÇÃO - PARTE 1

Desde a adolescência sempre gostei de estar em rodinhas de meninos. Não havia tretas, nem picuinhas, nem fofoquinhas.
Escolhi uma profissão predominantemente feminina, mas tive a sorte de me instalar no plantão com maior número de funcionários homens. As mulheres da enfermagem são aquela raça de mulheres que trabalham bem e pesado, mas pra conversar prefiro homens. E os assuntos muitas vezes acabam em sexo e damos muitas risadas.
Sabendo que sou enfermeira, alguns conhecidos do bairro frequentemente me procuram, relatando disfunção erétil. No começo eu ficava constrangida, pensava: " Meu, porque esse cara não procura um urologista? Por que vem perguntar justo pra mim e me contar um problema tão íntimo?"
Hoje sou grata pela confiança, por ver que quem me procurava, confiava no meu sigilo e discrição.
Numa roda de conversa, os homens gostam de se gabar a respeito de seu desempenho sexual, de quantas amantes loucas por eles e por seu apetite sexual eles tem, nenhum fala sobre problemas de ereção. Mas eu, com 40 anos, solteira, na 'pista', após vários relacionamentos, tive grande número de relacionamentos que não "trabalhavam" na cama a contento. Recebi as mais variadas desculpas, todos constrangidos. E eu não sou muito de disfarçar se a coisa não foi muito boa.
Fiz cursos de capacitação em educação sexual. Não sou sexóloga. Sexólogos são médicos ou psicólogos. Educador sexual pode ser qualquer pessoa que tenha nível superior. Mas mesmo assim, como psicologia fez parte das matérias da faculdade de enfermagem e eu gostava muito, tenho prosseguido estudos na área de psicologia e sexualidade por conta própria, porque me interessa, porque gosto. E agora com dois filhos entrando na adolescência, tenho maior desenvoltura para lidar com os questionamentos que eles me trazem. Não só eles, mas também amigas, familiares. Falar de sexo nunca foi um problema para mim. Agora está ficando mais fácil.
Vou falar uma coisa: mulheres gostam de sexo tanto ou mais do que homens. Mas, se um cara não é tão bom assim de cama, mas a trata bem, a protege, demonstra interesse por sua vida, caminha junto, lado a lado, é bom para ela, nós não nos importamos tanto assim se ele não é uma máquina sexual. Agora estar ao lado de um sujeito que não nos dá valor, não cuida bem de nós e ainda por cima não nos dá prazer, daí ninguém aguenta.
Então, homens, se vocês querem manter um relacionamento para a vida toda, tratem suas mulheres muito bem: proteção, carinho, surpresinhas, atenção, paciência, consideração, respeito, demonstrações públicas e a dois de carinho. Sim, por mais fortes que nós sejamos, por mais que pareçamos guerreiras, nós precisamos de um companheiro que cuide de nós também!
Mas vamos voltar ao sexo.
Está com ejaculação precoce? Mexa-se para resolver. Não adianta ficar pulando de galho em galho para se auto afirmar. Resolva isso! Quando eu tive a minha filha número 2, eu que gostava tanto de sexo, fiquei sem libido nenhuma! E não tive vergonha de procurar um médico. Mas no final das contas, eu resolvi sozinha.
Mas estou falando dos homens.  Então vamos lá. Vamos começar pela parte mais simples e óbvia.
Evitar o fumo, excesso de álcool e frituras, já é o primeiro passo. Atividades físicas regulares e horas de sono adequadas, ajudam muito. Além de uma boa hidratação. Faz tudo isso, mas ainda está com problemas? Vou contar alguns segredinhos muito simples.

Nesta postagem, vou falar apenas de alimentação. Na próxima vou falar de exercícios com o pênis que prolongam a ereção. 

Primeiro, os alimentos que melhoram o desempenho sexual:

As ostras são as campeãs. Cruas, assadas ou cozidas, elas são ricas em zinco, estimulam a produção de espermatozóides e aumentam a excitação. Não é preciso morar na praia para comer ostras. Meu pai, que veio do Mediterrâneo, fica sempre atento à chegada de ostras frescas no mercado. Ele as come cruas, temperadas com sal e limão. Acho meio nojento, assadas tem melhor aparência e menor risco de causar infecções intestinais. Há várias receitas simples na net sobre como preparar ostras.


Sementes de melancia! Nós sempre cuspimos as sementinhas de melancia!!! Que pecado! Aqui em casa eu faço o suco e coo em coador grande, para que os pedacinhos fiquem no suco. É possível encontrar as sementes secas, com ou sem sal em casas de produtos naturais. As sementes de melancia são vasodilatadoras e diminuem a pressão arterial. Você pode ingeri-las (melhor mastigá-las), pode fazer chá das sementes e tomar um litro ao longo do dia. Existe Floral de sementes de melancia. Pronto, há várias formas de utilizá-las, você descobre a que faz melhor efeito em você!



O mel, rico em boro já era usado para estes fins na Antiga Pérsia!


Chocolate, de preferência o meio amargo, ele é fonte de energia e contém um neurotransmissor, feniletilamina, que libera a serotonina no cérebro, dando a sensação de prazer. Um pedacinho de chocolate antes...



Peixes ricos em omega 3: salmão, sardinha e atum. Também aumentam a circulação de sangue e favorecem a excitação. Além disso são mais rapidamente digeridos do que a carne vermelha, garantindo aquela disposição na hora H! Adoro escabeche de sardinha. Alguém quer a receita?


Banana: está fruta contém potássio e vitaminas do complexo B que atuam na produção de hormônios sexuais.


Oleaginosas: castanhas, nozes, amendoim, pistache, além de que fornecem muito mais cálcio do que o leite, elas favorecem a circulação sanguínea, que aumenta a lubrificação feminina e  prolongam a ereção.



Por fim, a pimenta e o gengibre. Deixei eles para o final, pois tem gente que não gosta deles de jeito nenhum, mas ambos são termogênicos, aumentam a disposição e, por consequencia a excitação e a ereção.

Bom, termino aqui a parte 1 pra transformar você no DEUS DO SEXO...
Qual a dificuldade? Esta foi a parte mais fácil, comer é sempre mais fácil, na parte 2 vou ensinar exercícios simples que você deve fazer com seu membro, a fim de tonificá-lo. Nada difícil!

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Teorias da Conspiração em Relação às Vacinas


Comecei minha carreira na área de saúde como instrumentadora cirúrgica quando instrumentava como voluntária no IBCC e no Hospital Arnaldo Vieira de Carvalho. Essa vontade idealista de cuidar do próximo já vinha de antes, quando religiosamente a cada 3 meses eu doava sangue no Hospital Universitário e no Hospital das Clínicas durante 10 anos. Daí para a escolha da profissão foi um pulo, várias coisas colaboraram: estar dentro de hospitais fazendo amizade com auxiliares de enfermagem, ter a mãe de uma melhor amiga enfermeira, assistir ao seriado de TV Plantão Médico (E. R). Então prestei vestibular e entrei na USP, na certeza da profissão que escolhi.
Após formada, meu terceiro emprego foi numa Unidade de Saúde da Família (Programa de Saúde da Família), no Jardim Angela, onde fiquei por dois anos, período em que fiz pós graduação pelo Centro Universitário São Camilo em Saúde Pública.
Passei então em concurso para a prefeitura de São Paulo e fiquei em dois empregos, trabalhando 70h/semana, dormindo a cada 36h, até que vi que meu corpo não aguentaria por muito tempo esta jornada, eu estava casada e queria ser mãe logo, então vi que teria que optar por um emprego apenas naquele momento. Embora tenha sido um trabalho muito gratificante na unidade de saúde, embora tenha me especializado com a pós graduação e dezenas de cursos e atualizações, percebi que gostava mais de trabalhar com doentes em hospital do que com atenção básica, do que com prevenção de doenças e promoção à saúde. Amarrei meu burro no hospital, onde fiz pós em Ginecologia, Obstetrícia e Perinatologia, fiz cursos na área de atendimento hospitalar, me especializei em Educação Sexual e estou fazendo pós graduação em Enfermagem do Trabalho. Como Enfermeira são 16 anos sempre estudando, mas na área são 20 anos já. Irmã de bióloga, geneticista, também formada pela USP, com Mestrado, Doutorado e pós doutorado, estamos nós duas sempre 'trocando figurinhas'. E não só entre nós, mas entre colegas que também estão no meio acadêmico sempre se atualizando.
Depois de feitas as apresentações, vou arriscar a tecer um humilde comentário sobre atenção primária à saúde, área em que estou afastada há 12 anos, mas nunca completamente, uma vez que a formação do enfermeiro é generalista.
Ano passado, ao ver algumas publicações que falavam da pouca eficácia da vacina contra o HPV e dos possíveis danos neurológicos colaterais que podem estar ocorrendo com as jovens que estão recebendo a vacina na rede pública, optei por não vacinar a minha filha com então 10 anos e aguardar pelo menos mais 2 anos. Acredito, espero e estarei atenta para que ela não comece sua vida sexual antes disso, então ela pode esperar até que nesses dois anos eu obtenha todas as informações úteis sobre a mesma. Não tomei esta decisão sem antes conversar com a minha irmã, com um infectologista do Emílio Ribas e outro amigo geneticista.
http://saude.terra.com.br/mpf-pede-proibicao-da-vacina-contra-o-virus-hpv,88a3c98412c68d9346ce7242a41ec9285bxmv5et.html

Agora acompanho com tristeza em redes sociais uma verdadeira teoria da conspiração em relação às vacinas. Gente menos. Bem menos, por favor!
Não foi diferente em relação à vacina contra o HPV, vírus este sexualmente transmissível e relacionado ao câncer de colo uterino e de pênis.
Depois veio a história do zika vírus e a microcefalia. Foi um bombardeio de postagens relacionando os casos de microcefalia que tivemos à vacina contra a rubéola. Fato este desmistificado e pouco divulgado posteriormente por Doutores da USP, UNIFESP e demais faculdades fortemente ligadas à pesquisas na área.
http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,usp-estuda-se-alguns-bebes-tem-gene-protetor-contra-microcefalia,10000014686
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2016/03/1747413-estudo-aponta-que-zika-causa-dano-em-qualquer-fase-da-gravidez.shtml
Há uma série de 4 ou cinco vídeos a respeito, muito esclarecedores:
http://noticias.band.uol.com.br/canallivre/entrevista.asp?id=15775208&t=microcefalia---parte-1
Recomendo que assistam todos!
Agora está aí nova epidemia de H1N1, que chegou mais cedo, com pessoas compartilhando mais desinformação, mas vamos aos fatos:

http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,13-dos-brasileiros-que-morreram-por-h1n1-era-cardiaco-ou-diabetico,1855347
http://www.usp.br/aun/exibir.php?id=3087
http://www.usp.br/aun/exibir.php?id=5422
Centro de Saúde FSP USP na Campanha Nacional de Vacinação  Contra Influenza 2016:
http://www.fsp.usp.br/site/noticias/mostrar/5549


Hoje uma amiga muito querida que não é da área me questionou a respeito das vacinas e me inspirou a divulgar algumas informações de fontes inquestionáveis e confiáveis.
Então eu sugiro o seguinte, você busca informações sobre determinado assunto de saúde? Procure em sites universitários, USP, UNIFESP, UNICAMP, entre outros. Sigam a Dra. Mayana Zatz no twiter, o Dr. Thomaz Gollop no facebook, eles estão entre os tops na pesquisa no país, eles não são levianos.
Se você não domina um assunto, não dissemine informações. Se o assunto te interessa, ESTUDE! Mas estude direito!!!

Agora para os que apoiam as teorias da conspiração em relação às vacinas, daí é bom voltar ao passado e estudar a história da vacina, lembrar que graças às vacinas foram erradicadas doenças como poliomielite, varíola, sarampo...

Deixo aqui uma tese, com a devida autoria, que conta um pouco dessa história para quem tenha interesse em saber e refletir antes de ficar postando besteiras por aí!
http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v10s2/a13v10s2.pdf
http://www.estudopratico.com.br/revolta-da-vacina-conheca-as-causas-e-consequencias-desta-historia/


sábado, 2 de abril de 2016

Os Conselhos que dei a ele- uma volta ao passado e presente

Nosso 'lar' parecia um quartel. Eu era um tanto mole (mas nem tanto) com a educação dos pequenos, e ele sempre com chinelo na mão... por vezes eu punha os dois debaixo dos braços e corria para que não apanhassem. Ainda mais a Mel, tão teimosa, tão bocuda. Revezávamos no trabalho fora para poder revezarmos as tarefas e cuidados com os filhos e tão logo eu o ensinei a cozinhar, ele aprendeu e passou a cozinhar melhor que eu, então ele cozinhava e eu cuidava dos afazeres domésticos. Quando fiquei debilitada por insônia e depressão, passamos a ter empregadas domésticas, mas eu nunca larguei mão de tudo. Veio o Nico e em 4 meses nos separamos. Contei acima resumidamente nossa vida conjugal sem entrar em detalhes, já contei muitos em postagens anteriores.
Pensei que teríamos uma separação amigável, no meu simples pensamento achava que se vivíamos mal juntos, passaríamos a nos dar muito melhor separados, afinal, apesar de tudo, eu via nele qualidades e gostava dele. Fora o respeito por ser ele o pai dos meus filhos. O pai que escolhi para eles. Depois das brigas e lágrimas e cobranças e culpas que vem no momento como uma avalanche, sentamos para conversar. Pareceu que a conversa rendeu bons frutos, ele disse o quanto me pagaria de pensão e eu concordei. Foi ótimo, não havia problemas. Combinamos que ele levaria a Mel e o Edu aos finais de semana, mas não o Nico. O Nico, ele poderia visitar todos os dias, todas as horas que quisesse, poderia dar voltas com ele. Tudo previamente conversado e combinado, e, como ele mesmo dizia: "O combinado não é caro." Perfeito. Não podia ser melhor.
Até que o primeiro mês se passou. Cumpri minha parte, ele levou os dois maiores toda semana para a casa da mãe dele no interior de SP, como combinado, mas não vinha ver o Nico. Eu perguntava o por quê. Ele não me respondia, mas achei que ele estava correndo atrás de moradia e de reorganizar sua vida. Então tá. Passado o primeiro mês, um depósito de R$ 100,00 reais na minha conta. Pera aí! E a pensão que combinamos? Eu fiquei na casa, onde moramos de aluguel, escola e convênio particular das crianças, empregada doméstica, guarda da rua... Meu salário com mais R$100,00 não pagava todas essas despesas, além da alimentação, vestuário, fraldas, higiene, lazer.
"Oi??? E a pensão que combinamos?" "SE VIRA!!!" Foi a resposta mais audível e clara que eu poderia escutar. Mas e o combinado? Aquela história de que o combinado não é caro, como é que fica?
Enxuguei as despesas, nada de bolachas doces, refrigerantes, sucos de caixinha, somente o necessário e nada mais. Marquei plantões extras em todos os setores do hospital, passei a trabalhar todas as noites e enquanto aguardava alguma amiga me arrumar uma babá para morar em casa, uma amiga recém separada e com filhos foi ficando por R$400,00.
Segundo mês terminou, continuei cumprindo a minha parte do combinado, deixando ele levar os filhos aos finais de semana e nada dele visitar o Nico e o depósito na minha conta foi de R$150,00. Daí briguei e chorei. A mesma resposta: "SE VIRA!' Acompanhada de: vende o terreno em Piracaia e me dá minha parte!"
A minha resposta foi: "Não. Por lei você tem direito sim, mas você sabe que compramos o terreno e o carro com economias minhas, de solteira! Economias só minhas! Além do que, eu sou laqueada, não vou ter filhos de outro homem. Tudo o que é meu, é dos nossos filhos! Você pode ter mais filhos e não é justo dividir o que é meu, o que é dos nossos, com você e outros filhos que não serão meus! Além do mais, o terreno vale muito pouco!"
Num dos dias em que ele me devolveu as crianças, mandei que fossem para a cozinha ver o menor no carrinho e então, a sós exceto pelo guarda da rua, sentei por metros a vassoura no lombo dele, uma surra e tanto! Começou com uma vassourada na cara que fez voar o óculos, depois fui sentando a vassoura nas costas dele até o carro que ele havia parado há alguns metros. Bati com gosto!
Recorri a ex sogra: "Seu filho não está cumprindo o combinado! Não estou recebendo pensão das crianças! Estamos passando necessidades!" A resposta: "Ele disse que está pagando". Não ofereceu nada, não quis saber do que as crianças precisavam...
Mas continuou vendo os netinhos... Então veio o terceiro mês, um depósito na minha conta de algo em torno de R$300,00. Vendo as crianças me pedindo bisnaguinhas e nutella, meus pais viram que havia algo de muito errado. No dia em que apareceu uma babá por indicação, meus pais vieram me buscar. Levaram-nos para a casa deles. Mas a mudança, eu tinha que fazer tudo sozinha. Dava plantões todas as noites e durante o dia, embalava coisas. Era muita coisa, eu não estava dando conta. Meu pai chamou uns sujeitos para ajudar a desmontar camas, que vendi a preço simbólico a uma amiga recém casada e armários. Nessa me roubaram jóias e minha roupa de casamento... Então veio uma enfermeira, uma senhora, que desmontou todo o resto, levando sofás, armários, plantas (eu adorava plantar), mesa e cadeiras de jantar, cômodas, berço e computador, tudo por R$600,00, apenas porque eu precisava me livrar de tudo, pois já havia pago um mês de aluguel sem estar usando a casa! O playground que eu fiz na garagem pras crianças, ah o playground... tantos amiguinhos vieram brincar na minha casa com os meus filhos... Eu o vendi por um quarto do preço que paguei para o guarda da rua parcelado em 10x sem juros. O Edu e a Mel choraram a perda do playground deles com cama elástica, gangorra, balanço, casa de bolinhas e outras coisas, mas não caberia nada daquilo na casa de meus pais. Mal cabíamos nós: Minha mãe num quarto, meu pai noutro menor, eu e as crianças apertados no quarto que havia sido meu, espremidos em treliche que tive que comprar. Mais a babá  num quartinho.
Então numa noite de plantão recebi uma intimação de um oficial de justiça. A intimação poderia ter sido mandada para a minha casa, mas seria mais legal me fazer passar por constrangimento, mandá-la para o meu trabalho me fazendo passar carão seria mais divertido! Recebi a ligação de que um oficial de justiça me aguardava. Saí do meu setor e desci e quando o encontrei, um senhor muito simpático, leu para mim o conteúdo, como é de praxe e nele dizia que eu não estava cumprindo o combinado de permitir visitações, atrapalhando a formação de vínculo paterno... o resto do conteúdo eu nem lembro, já não escutava mais nada. Era uma sexta feira, ele havia pego o Edu e a Mel, como de costume. As crianças estavam com ele!!! E foi o que eu disse entre lágrimas para o oficial de justiça que galantemente me abraçava e paquerava e se convidou para tomar um café na minha casa no dia seguinte. Só concordei porque queria que ele visse que eu dizia a verdade, embora percebesse que ele estava se aproveitando da situação. Chorava tanto pelo corredor do hospital, que uma conhecida, que hoje é amiga, amiga querida, me abraçou por longo tempo, então me levou a um psiquiatra e me arrumou um atestado. Fiquei completamente sem condições de cuidar de pacientes, nem sei como consegui voltar pra casa dirigindo, sob efeito de Diazepan e lágrimas.
Então chamei meu primo e advogado, aproveitamos o processo que ele havia iniciado e entramos com pedido de pensão alimentícia para as crianças. Nesse período ele depositou R$1500,00 na minha conta.
Essas migalhas ele depositava era para não ter que pagar retroativos e esses mil e quinhentos foi grampeado por cima dos demais comprovantes de depósito para provarem ao juiz que ele, ao contrário de mim, cumpriu com o combinado e com a obrigação dele!
Muito esperto ele, enquanto eu corria atrás de ajeitar a minha vida e a das crianças e trabalhava todas as noites para pagar as contas, ele arquitetava planos para me ferrar!!! E eu pensei que seria um divórcio amigável!!!
Meu advogado foi meu primo, um negro, quarentão bonito, atlético e elegante, polido que ao entrar na sala do juiz, me puxou a cadeira, eu também fui elegantemente vestida para a audiência, enquanto ele, gordo, mal fardado, acompanhado por uma advogada que parecia uma estagiária muito mal vestida e descabelada, descontrolada que falava alto irritando o juiz e punha o dedo na minha cara fazendo acusações.  Conseguimos o que queríamos: 30% do salário dele de pensão para os três filhos e o Nícolas só pernoitaria fora de casa com dois anos e meio (deixei antes, com um ano e sete meses, o que foi um sofrimento para ele dormir longe de mim e da babá, segundo me contavam os irmãos, mas era mais sofrido para ele ficar apartado dos irmãos, então achei, pelo bem dele, que seria melhor antecipar isso, pois sabia que ele seria bem cuidado pela avó).
Ele entrou com ação pedindo isenção da pensão no período de férias, já que as crianças passavam com ele, fingindo ignorar, que nesse período as despesas continuavam: escola, matrícula, babá, perua escolar, tratamento dentário (o Edu usava aparelho), parcelamento de roupas e óculos das crianças, enfim, cedemos uma parte para que o juiz não me achasse gananciosa demais e abaixasse a pensão mensal, o que seria pior.
Nesse período precisava de um empréstimo no banco, pois devia no cheque especial, no cartão de crédito e cada centavo que meu pai gastava conosco, exigidos pela minha mãe com juros abusivos. Não sabia mexer com coisas de banco! Quando comecei a trabalhar com registro em carteira, meu pai, recém aposentado passou a executar tarefas de banco para mim, pegava meu cartão, meus boletos, pagava e fazia as transferências em poupança que eu pedia e saques. Eu tinha meu orçamento controlado na ponta do lápis, mas nunca havia posto meus pés numa agência bancária. Quando casei, cometi a burrice de permitir que meu então digníssimo esposo fizesse o mesmo. Chegando completamente perdida na agência, fui gentilmente atendida pelo gerente que me ensinou a redefinir todas as minhas senhas. Então descobri que já havia sido feito (pelo ex) um empréstimo de R$ 10 mil. Foi um susto, tive que fazer mais um de sete mil para suprir minhas despesas e quando questionei o ex sobre o empréstimo de 10 mil a resposta foi: "não lembro."
Então ao informar ao Conselho de Enfermagem sobre a minha mudança de endereço, descobri que durante os cinco anos em que estive casada, nenhuma anuidade do COREN foi paga, outro fato que ao tomar conhecimento e questionar, me foi respondido: "não lembro".
Então, apesar de a pensão das crianças não ser pouca (embora a pensão seja tributável- Ver a postagem Alienação Parental, de 19 de janeiro de 2016), até hoje eu vivo enroscada em dívidas por conta desses calotes de ex marido.
Então vieram as crises asmáticas do Eduardo (ver postagem Solidão de Mãe- de 28 de fevereiro de 2016). Bom, quem sempre os levou para médicos, oftalmos e dentistas fui eu, pois ouvir: 'se vira' e 'não posso, estou de serviço' virou rotina. E eu me viro. Mas os episódios asmáticos graves do Eduardo, com melhora e restabelecimento somente com a forçada presença do pai mostraram que o problema do Eduardo era falta da presença paterna. Não restavam dúvidas.
Paralelo a isso, a avó paterna começou a ficar preocupada com o temperamento contestador da Melissa e, segundo palavras da própria avó, ''achando que o 'problema' da Melissa (não detectei problema nenhum nela) fosse falta de mãe", ela mesma, a avó, resolveu procurar uma psicóloga. E o diagnóstico da psicóloga foi: "falta de pai"... HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!
Não desmerecendo o trabalho da psicóloga, a avó não teria gasto dinheiro se tivesse perguntado para mim!
Bom, o pai resolveu transferir o problema para a Melissa e a solução do mesmo para uma psicóloga. Eu acho isso até válido, desde que ela consiga fazer ele enxergar o que ELE deve fazer para resolver esse problema e que ele de fato se empenhe em fazer.

Enquanto todos esses fatos aconteciam, passei no contrato de emergência do Hospital em que trabalho e, além do meu emprego na Cl. Médica, fui contratada para trabalhar no Pronto Socorro do mesmo hospital (ler 240 Noites de Plantão, de 30 de setembro de 2013). Sugeri ao pai deles, já que eu iria trabalhar dobrado, que ele sempre que pudesse, levasse os filhos para a academia ou para a escola. Isso me traria alguns minutos a mais de descanso e o aproximaria mais dos filhos. Foi o primeiro conselho que eu me lembro de ter dado ao pai das crianças. Não foi um pedido, embora fosse me beneficiar, mas eu já estava acostumada a me virar sozinha, então foi um conselho mesmo.  KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!! Pra quê?
Claro que ele não seguiu o conselho, porque ele mais queria é que eu me ferrasse, que eu me lascasse, que eu me acabasse. Ele trabalhava e morava perto da minha casa e da escola das crianças e diversas vezes o vi passeando pela minha rua, de bobeira, quando eu (que dormia 3h a cada 24h) fazia a condução escolar dos meninos. Eu ainda fazia questão de parar o carro para as crianças cumprimentarem o pai, embora eu nem olhasse na cara dele.
Bom, eu não me ferrei, não me lasquei, não me acabei. Fiz o que pude, do jeito que dava. Quem se lascou foi ele, porque as crianças já começavam a analisar estas coisas.
Trabalhos escolares? As crianças iam pra lá, voltavam com um trabalho mal feito, sem qualquer ajuda, ou por fazer. Passados 7 anos, ainda é assim, tirando uma flauta de ferro que ele fez com o Edu (milagre!). Hoje o Edu ajuda a Mel, quando há alguma tarefa escolar e eles estão lá. Mas eles preferem fazer aqui, onde há babá, mãe, avô e tia e com certeza vai dar mais certo. ELES PREFEREM!
Daí o pai das crianças reencontrou um amor de adolescência, ela também separada e com 2 filhos e eles reataram o namoro. Pra começo de conversa eles recordaram que a culpa deles não terem casado antes de cada um casar com seus respectivos ex, era da mãe dele e resolveram proibir as visitações da avó, sem dar a menor satisfação para as crianças do por quê não estarem visitando a avó. Coisa que passados 4 meses ela pediu a minha intervenção e eu ajudei, mandando as crianças à casa dela através do Tio, o que me fez escutar do ex toda a sorte (ou azar) de xingamentos. Depois veio a implicância com os cabelos compridos do Eduardo! Filho de milico não pode ser cabeludo!!! Mas os meus filhos podem sim! Se eles querem, que mal tem? Isso rendeu assunto entre nós até o dia em que ele chamou o guri de veado... tempos depois, o Eduardo fez uma 'arte' no condomínio com os amiguinhos, bobeira que criança apronta, o que lhe rendeu uma surra de cinta, (o pai achou que tinha esse direito) em público, na frente de primos, namorada, filhos da namorada e amigos. Foi o que eu precisei pra fazer AQUELE BARRACO no meio da rua, em frente ao meu portão. Foi o barraco mesmo, com platéia de carros passando e pessoas no ponto de ônibus assistindo. E o Edu passou 2 meses sem vê-lo e só voltou com a intervenção da avó paterna, o que eu não fiz a menor objeção.
Depois de presenciar tudo isso, o Nico, o pequeno Nico, bom observador, 'cria da casa', como diz meu pai, resolveu que não gosta do pai e que não iria mais para lá. Que o pai de consideração dele é o avô. E quando eu digo que no Céu dos Bebês ele e os irmãos escolheram a mãe e o pai que eles teriam, ele levanta do dedinho em negação e diz: "Eu não escolhi não, foi o Dudu e a Mel! Eu vim por último!"
Então eu e meu pai começamos um trabalho de fazê-lo aceitar o pai dele, ressaltando as ínfimas qualidades dele, até inventando algumas, para que ele aceitasse o pai.
Mas surgiu um grande problema: O pai casou e o Nico não suporta o enteado do pai dele. Não suporta porque o Edu se dá bem com o menino. Não suporta porque o menino ocupa um espaço que ele considera dele e dos irmãos. O menino virou 'uma pedra' no caminho dele entre o pai e o Edu, um adversário. E o Nico desistiu. Resolveu que ter a mim, a meu pai e a babá, e o Edu durante a semana era suficiente. Desistiu do pai. Embora amoleça meu coração ter um filhinho só meu, eu me preocupei com isso e comecei a abordar o assunto com o pai deles. Primeiro vieram as acusações de que eu e meu pai compramos o Nico com presentes (e cadê o dinheiro pra isso???). Depois vieram as frases prontas: "o tempo vai resolver isso!"
Meu pai acha que o Nico tem que se esforçar pra gostar do pai. Eu já sou da opinião de que criança se conquista com amor e atenção (não com presentes, como ele me acusou de fazer). E a obrigação desta conquista é EXCLUSIVAMENTE DO ADULTO, NÃO DA CRIANÇA!!!

Sempre observei meu amigo Lori Alves durante a separação, pai de apenas uma menina. Ele e a ex esposa não tiveram problemas com pensão. Tudo foi feito à base de acordo amigável. O Lori nunca se recusou de levar a filha a médicos, escola e festas. Sempre fez dos momentos com ela momentos de diversão e alegria, alguns destes momentos na minha casa, inclusive. E não cuidou apenas da alegria, mas também dos cuidados. Além de reservar momentos de exclusividade com a menina, minha querida princesa.
Também li  postagens do apresentador Marcos Mion, que fala do que tem aprendido com seu filho autista e dos momentos que ele reserva para passear no shopping com sua menina, fazendo coisas que meninas gostam, mostrando a importância de se tratar uma filha com cavalheirismo, abrindo a porta do carro para ela, puxando a cadeira do restaurante para ela sentar, como uma princesa, reforçando a auto estima dela, para que quando ela cresça, não aceite namorar ou casar com um cara que a trate menos do que uma princesa, com um cara qualquer, que a trate mal. Achei isso muito interessante e vi que foi este o motivo de eu ter me separado do pai dos meus filhos. Eu fui tratada como qualquer coisa e, sendo inteligente, estudada, péssima dona de casa, mas ótima profissional, bom caráter, bonita, eu deveria ter sido tratada como uma rainha, e não fui. E não aceitei.
Comecei a observar meus filhos também, os pequenos sinais. Porque a gente não pode passar pela vida sem observar as pessoas. Ainda mais as que estão próximas!
A minha casa é quase uma loucura. Quando estou com meus filhos e a babá, todos disputam a minha atenção ao mesmo tempo. Todos falam ao mesmo tempo. Fora meu pai! Meu filho idoso! E eu procuro dar atenção pra todos. Só que ao mesmo tempo. Mesmo tendo a minha madrinha me aconselhado a reservar momentos de privacidade com cada um individualmente, o que é quase impossível trabalhando fora e sendo responsável por todos. Até pela minha irmã, minha única irmãzinha que mora longe e que, depois da morte da minha mãe também cobra a minha atenção, tadica! E neste mês, ela até tem ganhado mais que todos, pois está sendo um dos piores meses de toda a vida dela.  Antes ela contava com a minha mãe, que era boa ouvinte e conselheira. Mas minha mãe se foi, meu pai não é bom ouvinte e conselheiro então me sobra tentar fazer as vezes de Dona Ondina. Virei a Matriarca desta família Matriarcal, embora meu pai pense que ainda é o Macho Alfa, tadinho!
Então certo dia, quando levei o Edu para a casa de um amiguinho e o Nico para a escola, pela primeira vez na vida sentei para almoçar apenas com a Melissa. Sentamos, olhei nos olhos dela e perguntei: "Como foi seu dia na escola?" Ela arregalou os olhos e a boca, puxou o ar e ficamos cerca de um minuto nos olhando assim. Então ela desatou a falar sem parar por cerca de 45 minutos, enquanto eu prestava total atenção em cada palavra, cuidando para não interrompê-la, nem devanear, queria que ela visse e soubesse que eu estava prestando atenção nela e em tudo o que ela me dizia!
Então percebi que o jeito de o Edu ter exclusividade, é tendo graves crises asmáticas. O Nico consegue atenção da forma mais esperta: me enchendo de beijos e abraços. Só que tem horas que ele fala demais e eu desligo. E a Melissa teve duas opções: se contentar com o que sobra, ou aprontar na escola pra levar bronca e apanhar... Complicado isso. Mas eu não me culpo pelas coisas serem assim (leia Somos Quem Podemos Ser, de 25 de janeiro de 2015). Isso é o que eu posso oferecer, e é o meu melhor.
Mas me deu a ideia de dar outro conselho  pro pai de meus filhos, para melhorar a relação dele com as crianças:
Telefonei pra ele, expus o problema DELE com o Nico e sugeri que, já que ele ainda trabalha em São Paulo e a esposa e enteados dele moram no interior de SP, ele tem tempo para oferecer a cada filho individualmente uma ou duas horas por semana. Aconselhei que a cada semana, ele buscasse apenas um dos filhos para passar uma ou duas horas passeando, conversando e abraçando. Ele escutou sem pronunciar palavra e quando acabei, ele pediu para falar com o Eduardo. Perguntou: "Por que você acha que o Nico não quer vir à minha casa?" O Edu, sempre sucinto respondeu com as próprias palavras: "Porque ele não se sente bem recebido na sua casa". E de fato, segundo o Eduardo, o mais honesto e mais justo dos 3 filhos, o de opinião mais sensata e confiável, nas brigas, para o pai, a Mel e o Nico são sempre os errados. E ainda por cima o Eduardo tem que servir de mediador e protetor nessas horas, para que o Nico não apanhe do outro menino, uma vez que ele é menor e fica em desvantagem.
Falei pro Edu: "Se teu pai resolveu te escutar, se a sua opinião hoje tem alguma relevância para ele, faça bom uso disso e plante boas sementes". Muita responsabilidade para o Eduardo, pré adolescente, mas ele é inteligente e tem bom senso. Ele se tornou a última esperança dele, do pai e dos irmãos. Uma pena, pois agora é hora de eu lavar as minhas mãos.


Desta vez, o conselho não vai para as mães separadas, mas sim para os pais... Embora a lei não obrigue, além da pensão, vocês tem obrigação de cuidar dos seus filhos. Não existe ex filho, dividir os cuidados não é favor para a ex mulher! É OBRIGAÇÃO! No final, vocês pais tem muito a lucrar com isso. Não esperem seus filhos crescerem e procurarem por vocês, eles vão fazer isso apenas Se se tornarem rebeldes e acharem a mãe muito chata. Não queiram servir como opção de fuga, para adolescentes revoltados, porque isso não dá certo, o amor, o respeito e a admiração dos filhos começa desde a infância!

terça-feira, 15 de março de 2016

Falando de política.

Eu sou péssima nisso. Apesar de acompanhar noticiários, diversos jornais de TV, TV senado, TV câmara, rádio CBN, rádio Jovem Pan, rádio Estadão, rádio USP, eu sou uma vergonha nisso, não guardo nomes de políticos, de partidos, esqueço os nomes daqueles que aparecem acusados de corrupção. O assunto política não é comigo, definitivamente. Mas me considero mais bem informada do que a maioria dos brasileiros.
Lembro bem o nome de dois deputados que eu costumava votar: Carlos Gianazzi, do PSOL, e Major Olímpio do PV, pois eu acompanhei o trabalho deles, seus projetos, suas votações e várias vezes a TV Câmara mostrava o comparecimento de apenas os dois no trabalho em vésperas de feriado, quando os demais emendavam o feriado.
Era jovem na época do impeachment do ex presidente Fernando Collor de Mello, depois lembro de vê-lo no Senado. José Sarney, tão criticado e acusado, sempre em altos cargos também e ainda por cima tem uma cadeira entre os imortais da Academia Brasileira de Letras!!!
Sempre conversei com as pessoas mais antigas e sei que os profissionais de saúde detestaram trabalhar para a prefeitura do Maluf, para o PAS, mas a população gostou do PAS, lembro que esses profissionais mais antigos gostaram de trabalhar para a ex prefeita Luiza Erundina. E esses são meus escassos conhecimentos sobre política.
Sei que trabalhando para a prefeitura há 15 anos raramente tivemos aumentos irrisórios, ano passado o prefeito Haddad pagou retroativos gordos para alguns, nem todos receberam e no mês seguinte o imposto de renda 'comeu' por inteiro o que recebi. E agora, com a inflação deste governo, tudo aumentou, preços, juros e a impressão que dá é que nosso salário encolheu.
Agora vivemos a época em que políticos estão sendo acusados, investigados e presos por corrupção. Eu acompanho e pouco entendo, vejo a maioria das pessoas querendo o impeachment da presidente Dilma e a prisão de Lula, o que eu também anseio. Vaias contra o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin, que não só merece estas vaias, como também merece sair do governo. E petistas fanáticos defendendo o Lula, ou dizendo que outros partidos também deveriam ser investigados. Com isso eu concordo, mas que não se pare o que já se começou. 
Hoje cedo vi uma curta discussão entre dois irmãos no facebook. Minha amiga e seu irmão. Ela postou uma piada e ele não gostou. Segue a piada e a breve discussão:


Ele respondeu à piada: "Em contrapartida, milhões de pessoas tem casa própria hoje, graças à ele! Isso não é bom?"
Ela: "Ainda bem que isso Eu não devo a ele....."
Ele: "Não devemos nos prender e limitar em nós mesmos! Somos seres sociais, vivemos em sociedade. Se meus semelhantes estão passando necessidade, é minha obrigação moral e ética, tentar ajudar e aplaudir quem ajuda".
Ela: "Menos , meu caro.... Bem menos!"
Não resisti e me intrometi: "De saco cheio de ser um ser social, minha prima é voluntária na AACD, meu primo, cirurgião plástico bem sucedido, reserva um espaço em sua agenda operando pessoas com deformidades que não podem pagar, eu doo há 15 anos uma hora do meu trabalho de graça para hospital público. Trabalho 13h, 12h mal pagas, uma hora de graça, escrevo num blog informações sobre saúde, educação, divórcio, guarda, guarda compartilhada. Durante 2 anos, quando recebia cesta básica, eu a doava para uma família com 5 crianças, fora os 2 anos em que trabalhei como voluntária instrumentando cirurgias na Santa casa e no IBCC e os 10 anos em que doei sangue em bancos de sangue. Na minha humilde opinião, se cada um doasse um pouco do seu tempo a quem precisa e o governo abrisse mais vagas em cursos profissionalizantes e vagas de emprego, estava de bom tamanho já. Porque se apenas 2% das famílias brasileiras sustentam o país e a corrupção, eu já não estou mais quase conseguindo fazer parte desses 2%. E lugar de ladrão, é na cadeia!"
Ele ainda não viu a minha postagem e, pra ser sincera, não me interessa o que ele vai responder, mesmo porque, não prolongo discussões em páginas alheias, ainda mais em se tratando de uma discussão entre parentes.

Contra fatos não há argumentos:

Acorda Brasil- Lula e o bolsa família

https://www.youtube.com/watch?v=_LvF18nmXw4


E sim, os demais partidos devem ser investigados, mais políticos tem que ser presos, e a população tem que parar de votar com o estômago e sim ter uma ideologia, como o próprio Lula disse há tantos anos, antes de fazer justamente o contrário.
Eu preciso me politizar sim, e eu não vou votar em ninguém que tenha alguma acusação de corrupção, mesmo que ainda não comprovada. Acho que não vai sobrar ninguém.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Saúde dos meninos- Alerta para as mamães


Então. O Nícolas é o terceiro filho de uma enfermeira...

O Nícolas tomou as vacinas. O pré natal da gestação dele foi mais por telefone do que presencial. Nos primeiros 4 meses ele fez as visitas ao pediatra, estava tudo bem. Daí para frente, ele tinha problemas que uma amiga rezadeira resolvia, e quando ela não resolvia, eu medicava. Quando você está no terceiro filho, não precisa ser enfermeira para saber as doses das medicações para qualquer problema, sendo enfermeira então... Bom, o Nícolas teve a descida dos testículos antes do terceiro mês de vida, bem como o Eduardo.
Nos primeiros anos, os banhos eram dados por mim e pela babá. Nada de diferente. O mesmo esquema de arregaçar o prepúcio e lavar a glande. Não tiveram fimose.



Tudo certo até então. Logo o Nícolas já tomava banho sozinho e era muito asseado, mais que os irmãos. Não tinha porque me preocupar.
Às vezes eu achava a bolsa escrotal dele muito encolhida, mas no frio, isso é normal, até onde eu sabia. Mas certo dia de calor, ele com 7 anos, vi que à esquerda, o saquinho dele estava murcho e à direita não. Fui palpar... cadê um testículo? Sumiu? Sumiu!
"Ah, mamãe, faz um ano que eu tenho uma bola só!"
Bom, ele não tem muita noção de tempo. Seis meses? Um ano? Dois anos? Não sei!

Comentei com médicos e enfermeiros do meu setor e um deles me jogou a seguinte pérola:
"Meu filho teve criptorquidia quando pequeno. E esse problema está associado ao câncer de testículo na vida adulta."

É fácil dizer uma coisa dessas a uma mãe e depois se excluir de qualquer discussão sobre o assunto.
Fiz o que faz uma enfermeira, pedi a outra médica um pedido de ultrassom e uma tomografia.


Bom, foi isso. Comecei uma série de consultas com pediatras e cirurgiões pediátricos e uma procura incessantes sobre o problema. Criptorquidia? Testículo ascendente? Testículo retrátil? 
Tudo isso começou ano passado e até agora não sei qual foi o problema do Nícolas. O negócio é que tinha que operar e colocar o testículo no lugar. Mas e o câncer de testículo? Quais as chances, as probabilidades dele ter câncer na vida adulta?
Tudo o que descobri foi, em fontes desatualizadas que 5% dos homens no Brasil desenvolvem câncer de testículos, que o tratamento é quimio ou radioterapia, além da remoção do testículo. Que esses tratamentos deixam o testículo bom infértil e que 350 homens morrem de câncer de testículos no Brasil anualmente. Quase um homem por dia!!! Mas quantos desses homens tiveram o problema do Nícolas e tiveram câncer na vida adulta? Fonte nenhuma! Chega de estudar, vou falar com doutores, com especialistas. 
O primeiro já foi me dizendo, na frente do Nico que a 'bolinha dele estava atrofiada e não faria mais bebê'. Foi exatamente com essas palavras, para que o Nícolas entendesse que ele não faria filhos com um testículo...
Depois fui atrás dos pediatras e cirurgiões do meu trabalho. 'Então vamos remover esse testículo, afinal, vocês operam a criança, colocam o testículo no lugar, resolvem o problema a curto prazo, depois esquecem daquela criança. Ele vai virar um homem adulto e vai ter câncer?'
Todos achavam um absurdo a minha idéia. Nós vivemos com um ovário só, produzimos hormônios, engravidamos, por que um menino não pode ficar com um testículo apenas?
Segui pesquisando com pediatras e livros de fisiologia. E nada!
Só me falavam na questão psicológica de se ficar com um testículo só. Eu não queria saber da questão psicológica! Há testículos de silicone, nada que uma cirurgia plástica não poderia resolver quando ele chegasse na vida adulta.
Eu perguntava: "O que vai acontecer se removermos um testículo? Ele vai ficar baixinho? O pênis dele vai ficar pequeno? É isso que eu quero saber! Você não sabe, doutor? Você não deveria saber?"
Nenhum pediatra ou cirurgião pediátrico sabia! Nenhum livro de anatomia e fisiologia respondia!
O pai das crianças me rechaçava, não queria saber, não queria ouvir falar! Foi uma angústia que carreguei sozinha, com o pequeno Nícolas confiando cegamente em mim!
Por fim, um médico geneticista, junto com a minha irmã, bióloga geneticista, ambos doutores mesmo, com doutorado e pós doutorado, não responderam as minhas perguntas, tentaram, mas não responderam, e me disseram que eu poderia percorrer o Brasil, o mundo, que eu não encontraria um cirurgião que removesse o testículo do Nícolas.

Chegou o tão esperado e demorado dia, que só não foi mais demorado depois de muitos telefonemas ao SAC e à ouvidoria do convênio, com a única urologista pediátrica do convênio. E o que ela me disse sem rodeio nenhum, quando despejei as minhas perguntas foi: "Não sabemos. Ele vai ter que fazer acompanhamento anual com o urologista pelo resto da vida e não retiramos o testículo." 
Ela pacientemente olhava em meus olhos enquanto eu praticamente gritava as minhas dúvidas, escutou tudo pacientemente e sem rodeio nenhum foi assim que me respondeu. Explicou-me sobre a cirurgia, também falou que na idade dele o problema está associado à hérnia inguinal, pediu os exames pré operatórios e marcamos a cirurgia. E 29/02/2016 estávamos eu e o Nico no Centro Cirúrgico. Só nós dois. Ler a postagem Solidão de Mãe, publicada na véspera da cirurgia, em 28/02/2016.





Ontem fomos no retorno. Os pontos estão cicatrizando bem, o Nícolas não sofreu muitas dores. Ele está bem. Muito bem. 
Nesse retorno havia crianças com pai e mãe ou só com o pai, aguardando atendimento. Ele olhou e disse: "Que dó de quem não tem pai!" Olhei ao redor e vi que só ele estava apenas com a mãe, só ele estava sem pai..." Respondi: "Seu avô não pode vir, ele tinha que levar e buscar seus irmãos na escola. Mas seu pai vai te trazer no retorno". Ele sorriu.


Escrevo isso para que mães não passem pelo aperto que passei. E caso passem, saibam que não estão sozinhas. E para que os homens façam o autoexame dos testículos, façam ultrassonografia, caso haja algo de diferente, visitem o urologista.



quinta-feira, 3 de março de 2016

40 anos

Creio que foi anteontem que uma figura muito bem conhecida na minha vida, um karma maldito que eu vou ter que carregar pelo resto da minha vida (ou da dele), se escondendo sob anonimato me lançou "ofensas" me chamando de velha. Bom. Eu não vou falar da situação física dele, que está deplorável. Aliás, vou falar um pouco sim: ossos frágeis, que se quebram facilmente, careca, gordo, cheio de rugas e com ejaculação precoce de longa data, não tratada. E esses males parece que são comuns em homens da mesma profissão que a dele. Profissão ingrata que acaba com as pessoas que a escolhem por vocação.
Mas, independente disso, vou falar dos 40 anos. Aos 38 eu já não via a hora de ter 40. Verdade! Eu sentia que os 40 trariam grandes mudanças na minha vida e, na verdade, essas mudanças já estavam acontecendo. Aumentaram os cabelos brancos, mas nada alarmante, finas linhas de expressão surgiram, e ainda bem que ainda são finas. Mas eu não as preciso esconder com quilos de maquiagem, pelo contrário, uso menos maquiagem do que antes. Agora acho que o menos é mais! Não sou gorda nem magra. Aliás, para as magras sou gorda, para as gordas, sou magra. Então, está bom assim. Estou feliz com meu rosto e com o meu corpo.

Sexualmente, minha vida também está melhor, mais desinibida, mais solta, mais à vontade, mais sem vergonha...

Eu, fumante, aos 40 anos, aguento correr mais que meu filho de 12 anos, que joga futebol e muito bem, que é mais magro do que eu, que tem a minha altura, aguento fazer massagem cardíaca em pacientes por mais de uma hora, enquanto os jovens residentes não aguentam 5 minutos. Não troco a minha disposição física pela de nenhuma mocinha de 20.

Ninguém me faz de boba, e, quando tenta, eu descubro e me vingo, não deixo barato, ninguém me engana mais. Hoje, sem a inocência da juventude, eu tenho resposta pra tudo, não há calúnia, indireta, ofensa que passe sem uma boa, rápida e implacável resposta. Aos 40, você enxerga melhor as coisas, pensa mais rápido, encontra melhores respostas e soluções. É vivência, maturidade.

Os conhecimentos também aumentaram, diversos cursos que me aprimoraram na profissão, outros cursos que fiz por vontade, como Educação Sexual, alguns outros também na área de psicologia.  A idade trouxe maior desenvoltura e maior saber.
E esse saber traz mais tranquilidade para trabalhar, para lidar com pessoas doentes, doentes graves, o que não é nada fácil. Tranquilidade para lidar com o estresse, com as dificuldades, com a falta de educação de outras pessoas, com a falta de conhecimentos de quem está começando agora.

Lembro da primeira vez que um jovem residente me chamou de Senhora... quase caí da cadeira de susto! Todos sabem que eu sou brincalhona e boca suja e ele não levou a mal quando respondi: "Senhora é teu cú!"
Na época eu nem tinha ainda 40 anos. Hoje eu faço questão que esses jovens residentes me tratem por senhora. Ainda mais os que chegam cheios de arrogância, achando que sabem tudo, quando na verdade estão completamente crus. E sim, eles aprendem muito com os enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, embora jamais admitam isso.

Há um médico das antigas que de zoeira me chama de senhora. E a jovem babá de meus filhos também, de brincadeira me chama de idosa. E eu não ligo, eu brinco:
Velha é teu cú!


Eu lido bem com essas brincadeiras, porque sei que são brincadeiras. 
Mas quando não são brincadeiras, quem pensa que está me ofendendo, está perdendo tempo. Pois a idade chega para todos, as rugas, os cabelos brancos, as pelancas... A beleza vai embora e o máximo de elogio que você vai conseguir vai ser: "Velinho (a) fofinho (a)".
E isso é para todo mundo que conseguir chegar à velhice sem morrer antes.

Na postagem que publiquei em 23 de fevereiro de 2016: Chega de hipertrofiar os músculos e atrofiar o cérebro, eu falo da importância de se escutar generosamente os mais velhos. Os jovens de hoje estão tão arrogantes, tão cheios de si, tão cheios da beleza eterna, tão cheios de um falso saber, tão cheios de uma falsa razão, coisas inerentes dos adolescentes (tenho dois filhos pré adolescentes), mas hoje, uma arrogância muito maior do que na minha época de juventude. Eu podia discordar dos mais velhos, mas eu os escutava calada e com respeito. Só ganhei com isso.
Hoje tenho orgulho de ver a babá de meus filhos, uma jovem de 20 e poucos anos escutando as músicas da minha época, da época de meu pai e escutando atentamente as nossas histórias, uma raridade nos dias de hoje: uma moça que dá valor à sabedoria de seus pais e da nossa, já que mora no emprego. Ela tem consciência de que só ela ganha com isso.

Agora quando uma pessoa me xinga de velha, a minha resposta em pensamento, pois eu nem preciso responder em palavras, se resume no seguinte:





Eu pergunto a você, jovem, com que humor, com que disposição você vai chegar à inevitável velhice? Eu carrego comigo o bom humor, numa roda de conversa, eu faço as pessoas rirem, eu dou risadas e, apesar do meu temperamento, meus filhos me chamam carinhosamente de Miss Simpatia, pois não há lugar que eu chegue sem abrir um sorriso a dar um alto BOM DIA! Pois um bom dia (boa tarde, boa noite) tem que ser alto, não sussurrado, tem que ser de um jeito que as pessoas percebam que você deseja a elas verdadeiramente um bom dia. Um bom dia entre os dentes não deve nem ser dado! Eu chamo meus colegas de trabalho de gatinhos e gatinhas, isso eleva o astral... E eu puxo assunto com estranhos na rua. E quando estou dirigindo meu carro com as crianças e vejo gatinhos jovens e sarados correndo sem camisa, eu grito: "Cai pra dentro!", provocando risos dos meus filhos e dos gatinhos corredores! 
Como você vai chegar à velhice?
Eu vou chegar assim:


E foda-se quem achar ridículo! Atrevida, descolada, desbocada, bem humorada, pelo resto da vida!






domingo, 28 de fevereiro de 2016

Solidão de Mãe

Tudo o que eu mais falei nesse blog de assuntos variados foi sobre as dificuldades de se criar os filhos sozinha. Não posso reclamar da vida. Há mulheres com maiores dificuldades do que eu. Tenho meu generoso e bondoso pai, tenho uma irmã que vem de longe na hora do aperto, quase sempre dei sorte com babás. Então, tudo poderia ser pior.
Mas há coisas que machucam, que doem...
Quando o Eduardo operou as amídalas e adenóide, eu estava casada. Eu e o pai deles fomos juntos e lá ficamos. Já quando ele teve a primeira crise asmática grave, já estávamos separados, levei o Edu de táxi para o convênio, ele recebeu atendimento e quando vieram atrás de mim, que estava ao lado dele, para preparar a internação dele, eu desabei em lágrimas. Lágrimas de solidão. Senti-me como uma criança cuidando de outra... E fiquei lá com ele por 4 dias, tomando banho e vestindo a mesma calcinha e as mesmas meias, noite e dia, fiquei fedendo. Ainda bem que havia meu pai e babá para cuidar dos outros. No dia da alta, estava sem dinheiro para táxi, e pedi ao pai deles que nos buscasse. Foi tanto arrependimento, foi feito um clima tão desagradável desnecessariamente, que eu deveria ter entregue o guri para ser trazido e voltado a pé, do Cambuci até Santo Amaro... teria sido melhor...
E sempre segui cuidando e fazendo o possível, levando para médicos, dentistas, oftalmos, foram momentos de correria e cansaço, mas sem estresse. Deu pra levar razoavelmente bem ( Leiam a postagem Somos quem Podemos Ser, de 25 de janeiro de 2015).
Passei aperto semelhante com a Melissa, mas menos grave. Tive que correr do trabalho e passar a noite no hospital, depois na volta, cansada e motorista limitada,  me perdi com ela pela cidade, tomei um susto ao vê-la dormindo com a cabecinha pendurada e balançando, tive que parar o carro para verificar se estava viva, desmaiada, dormindo. E o susto me fez precisar da ajuda de um amigo, por telefone, pra me ajudar a chegar em casa. Fora a vez que um primo sádico (lado paterno) deslocou o bracinho dela e sobrou para mim segurá-la, enquanto o ortopedista tracionava o membro pro lugar. Meu chefe da época pacientemente esteve comigo.

Quatro anos depois, eu estava de plantão e o Eduardo teve outra crise, muito pior. Abandonei o plantão e quando cheguei em casa, depois de ter presenciado óbitos de crianças com o mesmo quadro do Eduardo, tive medo de colocá-lo no carro ou num táxi e levá-lo. Chamei o SAMU. Na ambulância pelo menos ele poderia ir recebendo oxigênio e ele precisava mesmo, pois estava com uma saturação de oxigênio abaixo de 80% (quando o normal é no mínimo 94/92%). Fomos precariamente atendidos no UPA. Na minha visão de enfermeira eles não estavam muito preparados para atender urgência (Imaginem uma emergência! Isso porque eles são geridos pelo Hospital Israelita Albert Einstein e o pessoal também é contratado e pago pelo mesmo. Diga-se de passagem que quando a ambulância chegou, os profissionais sumiram e o primeiro atendimento foi dado por mim e pela profissional de enfermagem do SAMU, até que uma alma desse as caras e escutasse eu dizendo: "Oi, eu sou a MÃE! Cadê médicos, auxiliares e enfermeiros???). Então ele recebeu um bom atendimento e pela manhã foi transferido para o Pronto Socorro Infantil do hospital em que trabalho e de lá, rapidamente ele foi para o andar. Eu já estava acordada há umas 36 horas a essas alturas e, sabendo que ele ficaria por uns dias, liguei para o pai dele e pedi que viesse ficar com ele, para que eu pudesse tomar um banho, pegar roupas íntimas para nós dois, ver meus outros filhos e voltar para junto do Edu. O pai não podia. Estava de serviço... suspiro...

Eu pergunto: Que pai que não é liberado do serviço quando o seu filho é levado pelo SAMU para um hospital, numa urgência e lá vai ficar internado??? Se alguém puder me dar uma resposta plausível, eu agradeço, pois, me desculpem o linguajar, eu não estava dando a bunda, eu abandonei o plantão com ciência e autorização da minha supervisora de enfermagem para prestar socorro ao meu filho. Depois minha escala foi rearranjada pela minha chefe imediata, para que eu pudesse assistir os cuidados e estar com ele, mas eu precisava buscar roupas, tomar banho, ver os outros dois...
Quem veio foi um amante com quem eu havia brigado poucos dias antes e disse que não queria nunca mais vê-lo. Esse homem a quem eu ajudei muito fez uma única boa ação para mim, a qual eu sou muito grata até hoje, terminado o relacionamento. Largou o seu trabalho (coisa que o pai não podia fazer) e veio ficar acompanhando um menino que não era filho dele, para que eu pudesse me organizar. No terceiro dia, foi minha irmã quem faltou ao trabalho dela para permanecer com o sobrinho. E enquanto tudo isso acontecia, meu pai, junto à babá cuidava para que os outros fossem à escola e corresse tudo bem.

Tantos amigos meus foram visitar o Edu. Todos.

Numa noite o pai veio visitar. VISITAR!!! 
Saí, fui dar uma volta pelo hospital, para dar privacidade a pai e filho. E para meu espanto, após 15 minutos o pai ligou no meu celular avisando que precisava ir embora. Visitinha de 15 minutos no hospital onde o filho está internado??? Alô produção: pode isso???

Então, no dia seguinte revoltada liguei para ele e o ameacei: disse que eu precisava deitar meu corpo na minha cama, que precisava estar com meus outros filhos, que estava cansada e que se ele não passasse uma noite com o filho, ele já podia entrar com uma ação contra mim na justiça, pois eu o impediria de ver as crianças até que ele ganhasse a ação. E ele foi. Acho que nem tanto pela minha ameaça, acho que mais por algum conselho da mãe dele. Foi passar a noite com o filho que eu não fiz com o dedo... E no dia seguinte, o Eduardo que não conseguia manter uma saturação boa sem máscara de oxigênio, ficou bem e teve alta... Não preciso nem comentar para os que tem uma visão holística que o Eduardo precisava da atenção do pai dele.

Nesses dias vi mães com seus filhos, que tinham outros filhos. Deixaram seus outros filhos com avós ou vizinhos... E quando iam ver como estavam seus outros filhos, tinham que abandonar os filhos hospitalizados. Foram momentos em que eu deixava o meu por uns 20 minutos para dar uma olhadinha, acalmar o choro dessas crianças que ficavam com medo por estarem sozinhas num hospital...

Amanhã o Nícolas vai fazer uma cirurgia. Depois vou fazer uma postagem sobre isso, mas vai ser uma postagem sobre saúde. De interesse para pais e mães. Então, não vou nem falar aqui sobre o que ele vai operar. Só comento que fizemos uma via crucis por médicos, com ajuda de meus padrinhos, pois até para Campinas fomos. Vários exames. O Nico sempre com medo, medo de tomografia, medo de ultrassonografia, medo de médicos, medo de injeções... sempre nós dois. Só nós dois. Consegui arrancar do pai dele que o levasse para um exame de sangue e ainda tive que orientá-lo a abraçar bem o Nico, pois o pequeno faz escândalo, chora, e o pai não sabia disso. Mas foi, com dor no bolso, mas foi.
Avisei sobre o dia e a hora da cirurgia para a família paterna, por obrigação e um pouco na esperança de que algum deles se organizasse para estar conosco. Mentira. Eu não tinha a menor esperança. Foi gozação. Eles esqueceram, ou fizeram que esqueceram...

E amanhã, as 6h da manhã, estaremos eu e o Nico no hospital, só eu e o Nico. Ambos cheios de medo. O Nico é muito medroso, tadinho. E eu sou mãe. 

No fundo eu sei que será uma cirurgia simples e rápida, sei que vai dar tudo certo. Mas ele vai tomar dormonid antes da cirurgia. Eu não gosto de dormonid, das vezes em que passei por procedimentos em que precisei tomar, senti agonia da morte. Há pessoas que não sentem isso, há outras que sentem... não quero que o Nico sinta. Ele vai tomar anestesia geral, que como toda anestesia tem riscos... Eu não preciso vê-lo para imaginá-lo entubado. Eu estarei com ele no Centro Cirúrgico até ele entrar na sala de cirurgia, e estarei com ele na sala de recuperação anestésica, onde eu já estive com minha mãe e presenciei ela tendo uma reação anafilática, quando até ajudei na assistência dada a ela. E foi horrível pra mim, foi traumatizante. Ser Enfermeira nessas horas talvez seja até pior...
Não sei se ele receberá alta no mesmo dia. Creio que sim. Então fico pensando como vou colocá-lo no táxi sem machucá-lo, porque ele está pesado para mim...
E já chorei por alguns momentos e espero conseguir sorrir e conter as lágrimas de solidão e medo quando eu estiver lá.

Então há pessoas que não falam, mas me olham diferente quando expresso minhas revoltas com o pai dos meus filhos. Já houve quem teve a ousadia de afirmar que eu tenho algum sentimento por ele. Tenho sim, mas é um sentimento que não cabe aqui falar, mas não é de amor, nem ódio. É aquele sentimento que você tem ao observar um animal morto, em avançado estado de putrefação.

Espero que quem leia este post entre hoje e amanhã, faça as orações de sua fé, envie boas vibrações para o Nico e para mim.

Um dia, daqui a muitos anos, essas postagens sobre a minha vida de mãe solteira vão se tornar um livro. Espero que seja um livro de final feliz, com filhos adultos, bem formados, bons profissionais, bem resolvidos e de uma mãe orgulhosa. E espero que sirva para mães solteiras, divorciadas e para que os pais saibam que suas obrigações com os filhos continuam depois do divórcio.

Essa história de alienação parental para mim é algo muito complicado. Há mulheres que usam de má fé contra pais por vingança, sentimentos feridos, não pensam no estrago que estão fazendo na vida dos filhos, não pensam na maldade que fazem com pais e filhos na formação de seus vínculos. Eu sempre tive a preocupação de não denegrir o pai das crianças para eles, até o momento em que eles mesmos começaram a enxergar o descaso, a falta de cuidados, a avareza e começaram a expressar isso. Também não acho justo mulheres, mães, passarem pelo que eu passo e por situações até piores e terem ainda (por lei) que manter uma bela imagem dos pais, guardando um engasgo dentro do peito.
Hoje eu já não ligo muito para isso. Tentei várias vezes por o pai das crianças para participar da vida deles, dos cuidados, como uma forma de ajudar no vínculo deles, pelas crianças e até por ele mesmo e ouvi muitos "se vira",  "estou de serviço" e até xingamentos.  Fiz por mim também, porque sou uma só, porque também trabalho para prover, porque também me canso, porque são três filhos...
Hoje eu não ligo, desabafo com meu pai, minha irmã, com a babá, evito que seja na frente deles, mas se eles escutam, não esquento a cabeça. Quer me processar, vai fundo. Pegue a guarda, peça pensão e faça melhor. #SQN

Dias atrás conversando com um amigo muito querido, de muitos anos, ele contou que ao separar a filha dele tinha 3 anos e ele procurou ser um pai presente (e eu sei disso, acompanhei isso). Mas, segundo ele, não foi o suficiente. E hoje, com a filha adolescente, com 16 anos, ele escuta cobranças dolorosas para ele, mas não tira a razão da filha. 

Agora a pouco, eles chegaram da casa do pai e o Nico me disse: " O papai disse que vai ligar amanhã e depois de amanhã pra saber como foi a minha cirurgia". Fiz com que as crianças saíssem, liguei para o pai deles e falei calma e resumidamente tudo o que escrevi aqui. Ele escutou calado, o que me causou espanto, pois ao lado da esposa, ele gosta de fazer uma cena. Agradeci pela atenção e desliguei.

Oiiiii!!! Seu filho vai passar por uma cirurgia, vai tomar anestesia geral e ser entubado, depois eu não sei como vou carregá-lo sem machucá-lo, pois ele está pesado para mim da cadeira de rodas para o táxi e do táxi para o quarto de casa que é sobrado. Ele está com medo e eu também! E você vai ligar pra saber como foi??? Não será um passeio nem uma viagem de férias para você simplesmente telefonar para saber como foi!!! 
Não foram essas as minhas palavras para ele, mas garanto que fui educada. Essas, eu deixo para os leitores.

Então, por enquanto, encerro por aqui, deixando para reflexão.