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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Alienação Parental

Esse assunto está muito na moda ultimamente, bem como guarda compartilhada. Na minha publicação de janeiro falo um pouco das dificuldades de se criar e educar os filhos sozinha, que é o que ocorre com a maioria das mulheres que se separam e detém a guarda dos filhos.
Escrevo esses textos para tentar ajudar mães separadas, pois imagino que poucos pais se dêem ao trabalho de lerem essas publicações. Não tive um divórcio amigável como eu gostaria.

Quando casei, tinha um carro 0km quitado e uma poupança de cerca de 15 mil reais, trabalhava em dois empregos e fazia pós gradução. Com essa poupança, dinheiro que eu guardei, compramos um terreno no qual pretendíamos construir.
Decidi separar em 28/12/2008. Foi comum acordo a guarda das crianças ficarem comigo e as visitações serem livres. Eu cumpri minha palavra, mesmo nos meses em que a pensão não veio. Já tínhamos dívidas, como não recebia pensão, tive que fazer mais empréstimos, pois morava de aluguel. Passei fome. Voltei pra casa de meus pais com os filhos e as dívidas. Fui muito tola, pois entregava meu cartão na mão do marido e ele pagava as contas, depois da separação surgiram contas em meu nome, de desde o início do casamento que não foram pagas. Meu nome foi para o SERASA, os juros foram correndo e eu fui me matando de fazer plantões extras para sustentar meus filhos, sem muito sucesso.
Um dia chegou uma intimação judicial no meu trabalho e o oficial de justiça, como manda o protocolo leu para mim. Nela dizia que eu não permitia as visitações do pai de meus filhos. Foi um grande constrangimento receber uma intimação judicial no meu trabalho.  Após muito choro e a ajuda de uma amiga e colega de hospital, fui para casa arrasada. Meus filhos estavam no interior, na casa da avó paterna. O oficial de justiça veio no dia seguinte me visitar em casa e pode constatar que as crianças não estavam comigo, logo, a acusação do pai dos meus filhos foi mentirosa.
No dia da audiência, pedimos a pensão 30% do salário do pai dos meus filhos, o que ele recorreu depois e cedemos. Isso já é uma injustiça muito grande, pois enquanto casados 100% do salário dos pais é para o sustento da família, após a separação, apenas 30% do salário do pai fica para os filhos e 100% do salário da mãe. Já falei sobre isso em postagens anteriores.
Dei todas as benesses de uma guarda compartilhada para o pai dos meus filhos, todos os direitos, mas todos os deveres ficaram a cargo meu e do meu pai, hoje com 79 anos. Nunca pedi um centavo por fora da pensão, nem ao pai, nem a avó paterna, também nunca me perguntaram se as crianças precisavam de alguma coisa por fora. Sempre que precisei, pude contar com meu pai.
E contei como tenho criado os três na postagem de janeiro/2015 "Somos quem podemos ser".
Nesse período o pai de meus filhos reencontrou um amor de adolescência, também separada e com filhos e eles reataram o romance. Por influência da namorada, para fazer pirraça para a própria mãe, minha ex cobra, digo, ex sogra, ele resolveu proibir a própria mãe de ver os netos, pois, pelo que ela me contou, ela impediu que eles casassem no passado. As crianças sofriam por não ver a avó paterna. Eles não tinham nada a ver com o pato, mas, sendo a avó castigada, o castigo sobrou para as crianças, que por 4 meses sentiram saudades da avó e não receberam nenhuma explicação do pai do por que eles estavam sendo impedidos de visitá-la. Foi então que ela resolveu pedir minha intervenção. E tendo os avós direito legal a visitações dos netos, eu interferi e promovi encontros entre elas e as crianças. Quando o pai deles descobriu, ouvi toda sorte de xingamentos, inclusive um bem feito que minha mãe estava falecida. Mas foi a única vez em que fiz valer o meu poder de guarda das crianças.
Eu optei por não casar de novo, pois sou responsável pelos meus filhos e pelo meu pai, tenho medo de agressões, pedofilia e etc, então, por minha escolha, decidi que não me casaria mais.
O pai das crianças casou e as crianças tiveram que engolir uma madrasta e 'irmãos'. Eu sempre os orientei a respeitarem e obedecerem a esposa do pai deles, bem como os filhos (embora crianças briguem mesmo), sendo que por parte da esposa do pai deles nem sempre esse respeito é recíproco. Ela por diversas vezes induz o pai a castigar fisicamente ou não os meus filhos. Sem contar que, segundo meus filhos, ela trata muito mal a própria mãe, dando mal exemplo para meus filhos, que aliás gostam muito dessa senhora, embora não aceitem chamá-la de avó. Eu sempre respeitei e cuidei dos meus pais por amor e para dar bom exemplo para meus filhos.
As crianças tem sofrido, o pai diz que lá é a segunda casa deles, entretanto entra em contradição quando lhes dá bronca por atenderem o telefone, ou quando eles tem que pedir para me telefonar, ou quando eles tem que pedir para comer qualquer coisa que tenha lá, ou quando eles ganham algum presente que não lhes é permitido trazer para cá, daí o presente acaba sendo usado mais pelos filhos da outra do que pelos filhos dele. O mesmo acontece na casa da avó.
Eu, depois de cerca de 5 anos parei de mandar roupas, pois além de que camisetas e shorts vinham estragados com terra vermelha, roupas íntimas eram comidas por cachorros e tudo tinha que ser reposto por mim (e sem reclamar, esse era o recado que me mandavam!) Já que eles tinham uma nova casa, era lógico que nessa nova casa eles tivessem seu armário e suas roupas. E seus colchões, o que não ocorre, pois uma das pessoas da casa urina na cama e os colchões urinados são sempre passados para os meus filhos, que não tem esse problema de enurese noturna. Falei sobre isso na postagem "Disputa de Egos- sobra pra quem?" de junho de 2014.
Várias vezes fui aconselhada a procurar o conselho tutelar, pois desde o começo ocorriam coisas graves, como a vez em que com 3 anos de idade a Melissa foi brutalmente agredida por um primo tendo o braço deslocado, quando ela voltou com uma queimadura de 2º para 3º grau na axila,  e algumas humilhações pelas quais o Eduardo passou. Mas sempre fui desestimulada por meu pai e meu advogado a fazer isso e sempre tive medo de piorar as coisas, de fazer as crianças sofrerem, de agir mais por picuinha do que pela razão. Foi muito complicado, ainda mais que normalmente os dois maiores gostam de visitar o pai apesar das decepções que eles mesmos expressam constantemente, tirando um evento em que o Eduardo se sentiu tão humilhado que se recusou por 2 meses a ver o pai. E ele joga pensão na cara das crianças, ele e a avó. E eles se recusam a entender e a acreditar que pensão alimentícia é tributável, ou seja, o Leão come grande parte da pensão.

http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/IRPF/2015/perguntao/assuntos/rendimentos-tributaveis-pensao.htm

"

Rendimentos Tributáveis - Pensão

206 - Qual é o tratamento tributário aplicável à pensão alimentícia recebida mensalmente?

O rendimento recebido a título de pensão está sujeito ao recolhimento mensal (carnê-leão) e à tributação na Declaração de Ajuste Anual. O contribuinte do imposto é o beneficiário da pensão, ainda que esta tenha sido paga a seu representante legal. O beneficiário deve efetuar o recolhimento do carnê-leão até o último dia útil do mês seguinte ao do recebimento.
Atenção:
Se um contribuinte informar em sua declaração de ajuste um dependente que receba pensão alimentícia, deve incluir tais rendimentos como tributáveis, independentemente do valor. Pode ainda o beneficiário da pensão apresentar declaração em nome próprio, tributando os rendimentos de pensão em separado.
(Instrução Normativa RFB nº 1.500, de 29 de outubro de 2014, arts. 53, inciso IV, e 103)"

 Então eles acham que é um grande valor pago às crianças, mas não é! Aliás, opinião minha, hoje meu pai vive de aposentadoria, mas quando trabalhava, se exercesse hoje a mesma função, estaria ganhando mais de R$15.000,00, então eles acham que R$2400,00 pra 3 filhos é uma fortuna, eles deveriam ter vergonha, pois na idade de meus filhos, se eu quisesse, eu limpava minha bunda com esse valor! As crianças se ressentem de terem a pensão jogada na cara. às vezes, sabendo que estou sem dinheiro, as crianças pedem algo ao pai e a avó, e a resposta é: "Peça a sua mãe, ela recebe pensão".
E eu nunca os induzi a pedirem nada, nem nunca pedi nada também.
Mas 2015 foi um ano difícil para todos. Ontem ouvi na CBN que apenas 2% das famílias do Brasil sustentam o país. E eu faço parte desses 2%. E está difícil. Vieram as despesas de rematrícula, 13º, terço de férias e férias da babá, fora IPTU, IPVA, prestação de carro que comprei usado. Tirando a prestação do carro que não pude pagar, paguei todas essas contas, mas percebi que este ano os meninos precisavam de chuteiras novas e mochilas e eu não poderia comprar essas coisas dessa vez, pois ainda tinha material escolar para comprar e uniformes escolares. Meu pai dessa vez não poderia me ajudar, pois minha irmã agora também está passando por dificuldades e precisando da ajuda dele.
Então, pela primeira vez tive que literalmente me humilhar e pedir ajuda à avó e ao pai. E embora eles recentemente tenham feito viagens pelo Brasil, comprado carros 0km, gasto com celulares de mil reais e cirurgias plásticas, a recusa foi imediata.
Não teve como evitar o choro, a revolta, o ódio. Eu não mereço isso e muito menos as crianças! Estes me contam que quando o pai vai ao terreiro de candomblé, a mãe que recebe um marinheiro o acusa de avarento e de mal pai. Não é preciso ser mãe de santo, nem receber santo pra notar isso. Só ele não acha.
Fiz um curso oferecido pelo Conselho Nacional de Justiça para Pais separados: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/11/cnj-lanca-curso-online-para-evitar-brigas-entre-pais-depois-da-separacao.html
No curso, entre outras coisas importantes que falam sobre o sofrimento dos filhos, fala sobre Guarda Compartilhada, lá afirmam que a guarda compartilhada, além de garantir que os filhos não sejam afastados de um dos pais, garante que seja obrigação de ambos os cuidados como levar a médicos, permanecer durante internações hospitalares, levar e buscar na escola, enfim, dividir cuidados. Eu estou cansada! Criar, educar e prover para meus filhos, participar de suas conquistas, vitórias e derrotas é um prazer indescritível, mas são 7 anos que a minha vida é quase que exclusivamente trabalhar, prover e cuidar. Não me sobra dinheiro e tempo para passear, para reformar coisas que esta casa velha necessita, pra ter vida social, pra buscar ao menos um namorado fixo e não viver de aventuras esporádicas. Mas meu advogado diz que na prática isso não funciona, pois aquele que não quer saber de cuidar, pode alegar incompatibilidade de horário de trabalho. Como se nós, que ficamos com a guarda fossemos obrigadas a levar jornada dupla, tripla... O outro pode refazer e curtir a vida adoidado. Quem fica com a guarda, apesar da alegria de fazer parte de tudo de bom e de ruim e de dividir méritos e fracassos, fica acorrentado. A justiça entende que apenas um tem direito a refazer a vida e até a formar uma nova família, deixando a primeira, os filhos, em segundo, terceiro, quarto plano.
É muito injusto com aquele que detém a guarda.
E nós não podemos abrir a boca, somos amordaçadas, senão estamos praticando alienação parental.
Ontem passei muita raiva da ingrata da avó de meus filhos: ela deu um celular para o mais velho e não deu o chip. Os presentes que eles ganham de lá sempre vem incompletos, sobrando para mim e para meu pai comprar as partes faltantes dos presentes. Ontem ela falou ao telefone para eu comprar o chip para o Eduardo, "que é baratinho", sabendo ela que já faz 2 meses que não pago prestações do meu carro e que não tenho como comprar uniformes que eles precisam, já que tive que comprar as mochilas e chuteiras que eles precisavam. Xinguei aos berros, se estivéssemos frente à frente provavelmente eu seria presa por espancar uma idosa.

Por que escrevo essas coisas? Porque além de que me serve de desabafo, talvez ajude mulheres que estão se divorciando e tem filhos, e, melhor ainda talvez ajude a pais a serem PAIS. Já que meus filhos não tem essa sorte.

domingo, 7 de setembro de 2014

Anjos não choram... Bruxas choram...

Tantas postagens em que falei de filhos e casamento que acabou que dei tanto ibope pra ex marido que até parece que vivo em função dele. Só escrevi tanto sobre isso, pois quem sabe possa ajudar quem esteja passando pelo mesmo.

Vivo em função de filhos, trabalhos e contas por pagar. 
Mas tive meu romance.

Antes do casamento namorei alguns, fiquei  e transei com muitos. Perdi as contas. E o que tem demais?

Então casei, descasei, tive dois namorados apenas e uns muitos caras que vieram de passagem. Passagens rápidas, aliás. 
Não faço planos de casar de novo, nem imagino isso, não sirvo pra isso. Foi uma experiência ruim que não quero repetir. Mas me apaixonei.

E a minha vida amorosa sempre acontece bem por acaso. E foi por acaso que o conheci. 
Uma amiga me convidou para ir ao seu casamento. Eu não estava preparada para ir a um casamento. Havia acabado de me separar, não estava confiante de que poderia estar lá desejando bençãos e felicidades ao casal, sendo que não acreditava mais nisso. Mas foi uma amiga que esteve presente nos momentos mais importantes de minha vida. Eu não poderia fazer uma desfeita dessas para ela! Estava só e pedi a ela se poderia ir com um amigo transexual. Ela permitiu. Nos arrumamos, maquiamos, vestimos de longo e fomos.

Casamento bonito num salão. Reencontrei todas as minhas amigas de faculdade. Todas lindas, a noiva estava linda e feliz. A festa foi boa.
Havia um rapazinho trabalhando lá, amigável, simpático, que todas as vezes em que saí para fumar vinha me fazer companhia, conversar. Ele também estava separado há pouco. Foi agradável conversar com ele, ajudou o tempo a passar. Nada especial. 
Na hora de ir embora, a amiga que foi comigo estava um pouco alcoolizada, resolvi ir dirigindo. Ao me despedir do rapaz, ele me deu seu telefone e me pediu um beijo. Dei o beijo. Mas pretendia deletar seu número. Fui embora com minha amiga.
No caminho de volta, ela recebeu o telefonema de um taxista com quem ela se engraçou enquanto esperávamos o carro e ela marcou dele ir buscá-la. Era madrugada. Então pensei: "Vou terminar minha noite só?" Liguei pro rapaz e marcamos. Ele veio.
Pela primeira vez entrei no carro de um desconhecido total. Não sabia seu sobrenome, não sabia de onde era, onde morava, onde ia me levar. Ele perguntou se eu confiava nele e eu disse que sim. Mas claro que não!

Rodamos por vários motéis, todos lotados e com espera longa. E isso só aumentava a vontade. Paramos na rua e começamos no carro mesmo, depois fora do carro. Até que a rua começou a ter movimento de carro e de pessoas. Então entramos no carro, rodamos mais um pouco. Eu fazendo sexo oral nele... até que paramos na BR mesmo... Descemos do carro, transamos nus em cima do capô...
Eu não lembro de muitas coisas. Não estava bêbada, pelo contrário, estava muito sóbria. Até demais pra fazer uma loucura dessas. Mas lembro de flashes... lembro da excitação, do prazer, do céu, das estrelas, de alguns faróis e dele nu.... 
Foi a melhor loucura, a melhor experiência... nesses anos de vida eu aprontei umas boas... muito boas pra me lembrar, mas essa foi de longe a campeã...


Num dado momento vi uma tatuagem em suas costas... Caramba, fui mulher de polícia, sou enfermeira de hospital público, conheço tatuagem de cadeia! "Vc já foi preso?" "Já. Como vc sabe?"

Pronto, não usamos camisinha!!! Já me imaginei com AIDS, hepatite, sífilis, gonorréia... pronto!!! "Vc tem alguma doença?" "Não. Vc tem?"

Que pergunta estúpida.... Bom, ele não tinha e eu não peguei nada.
Não vou contar porque ele foi preso, mas os dias foram passando, fomos nos encontrando repetidas vezes e a minha consciência estava tranquila, afinal, eu o conheci no trabalho dele, ele estava trabalhando dignamente, eu não fui procurar namorado em porta de cadeia! Começamos a namorar.




Foi um namoro intenso, me excitava a idéia de ter sido casada com um policial militar insonso e agora estar com um cara mau, cheio de tempero. Ele tinha muito. Eu também. E eu tinha um certo medo dele, medo que ele fosse mau, medo que ele me fizesse mal, isso era excitante demais, ele abraçou um personagem. Porque ele não era mau de verdade. Inconsequente apenas. 
E o sexo rolava em lugares escondidos, lugares proibidos, não tinha limites, fazíamos do jeito, quando e onde queríamos...

Já tive muitos orgasmos, exceto no período em que fui casada, mas nenhum se compara aos que tive com ele. Mas tenho certeza de que ele não teve ninguém tão disposta a lhe dar prazer.


Virou namoro e logo ele conquistou meus filhos também. Mesmo com ciúmes de mãe, mesmo infelizes com a separação dos pais, meus filhos são crianças muito boas, muito amáveis, se apegaram com ele, ele era bom pras crianças. Eu não tenho do que reclamar. Até cogitamos uma vida juntos. Mas vieram problemas. Minha situação financeira não era das melhores, a convivência ruim com a minha mãe me roubava um pouco, aliás muito a paz, a situação financeira dele era bem pior que a minha, meu pai descobriu que ele foi preso e ficou totalmente contra o relacionamento, ele teve a moto roubada no meu portão, eu sabia que não poderia sair da casa dos pais e viver com ele, pois mesmo não querendo, ele me daria despesas que eu não poderia bancar e logo ele estava me traindo! 

Caramba! Tanto chá de rosca e buceta que eu dei e o cara foi procurar mais fora!!! Puta merda!!!

Também não tínhamos os mesmos valores, a mesma criação, o mesmo grau de instrução e ele até arriscou a se desfazer algumas vezes da minha profissão, fazer pouco, exaltar médicos e se desfazer de enfermeiras, já vi esse filme com ex marido e não gostei! Eu valorizo a minha profissão, eu estudei na USP, eu já li mais de mil livros nessa vida, conheci alguns Estados, países, sou filha de grego! Dá licença, eu não sou melhor do que ninguém, mas não deixo que ninguém diga que eu sou pouca coisa!

E o gênio dele??? Meu Deus, gênio de ariano! Explosivo. Brigava por qualquer coisa, caçava assunto! Procurava pelo em ovo!!! Eu não tinha muito jogo de cintura, as implicâncias e acusações da minha mãe me tiravam a capacidade de contornar essas coisas. Nos afastamos um tempo. Voltamos. Então ele voltou com a ex mulher, virei amante sem saber, sem ser consultada, sem querer. Descobri. Foi o fim. Não foi um fim legal. Brigamos, nos batemos, nos machucamos, nos ofendemos, fiz BO, fui embora....

Mas no tempo em que estivemos juntos eu o aconselhei muito, o aconselhei a estudar a dar um rumo na vida, a ser mais responsável, plantei a semente de que ele não era mais um moleque, já estava com 30, né?! Já era pai... E ele correu atrás de sonhos, de estudos, de profissão... não seguiu exatamente aquilo que sugeri, acho que se tivesse prestado concursos públicos, feito curso de motorista de ambulância, técnico de radiologia, estaria melhor de vida agora, mas ele se esforçou, fez bombeiro civil, uma bela profissão, arrumou emprego na USP, teve suas conquistas com seu mérito, seu esforço.
Passado um ano ele me procurou, saímos. A ex atual ex de novo dele descobriu. Ela foi embora.
Nesse meio tempo namorei um homem 25 anos mais velho do que eu. Ele era bom de sexo. Mas era chato! E de chata já basta esta capricorniana que vos fala. Ele também era mentiroso. Cansei. Não traí meu namorado com ele. Nunca traí ninguém. Quando estou com alguém, eu não tenho ganas de trair, não acho certo, não acho justo. Sou fiel. 
Resolvi ficar só, saindo com ele de vez em quando. Ele traiu namoradas comigo. Virei amiga amante, amante amiga. 

Em princípio eu não ligava muito, afinal eu não tinha tempo pra romances, já conhecia todas as mentiras dele, depois consegui por um bom período manter um relacionamento com ele sem sexo, mais por mensagens mesmo, um eventual suco. Porque sexo faz apegar. E eu não podia.

Ele foi persistente e insistente. Fui resistindo até o momento em que eu precisava muito de sexo, de prazer, de carinho e de boa companhia...Ele era agradável, engraçado, me sentia bem em sua companhia, fingia que acreditava em suas mentiras, ele não tinha mais aquele temperamento briguento, pelo menos não comigo. Deixei ele ocupar esse espaço de novo... Vários encontros cheios de paixão, de desejo...

Ai que merda! Tem gente que tem que por na cabeça que é melhor viver só! Eu sou uma boa solitária! Eu vivo bem com um livro, um vinho, um cigarro, com meus filhos e pai e com meus colegas de trabalho! Pra que caçar assunto quando se sabe viver só?

E de novo, após quase 6 anos, com 38 anos estava eu sofrendo de apaixonite de novo! Sentindo saudades, sentindo preocupações, querendo encontrar, abraçar, estar junto, ajudar, querendo acreditar em promessas vazias de que vou estar sempre ao seu lado, quando chamar estarei ali... parecendo adolescente... foda!


Bom, ontem enquanto esperava o bonito resolver dar o ar da graça cheio de paixão e tesão, levei um balde de gelo: ele postou dezenas de fotos com a namorada numa viagem romântica!!!!!!!

Preocupou-se de me magoar, de eu ver e sofrer, de eu ficar chateada, de eu chorar? Claro que não. A intenção foi essa mesma! Aliás ele já demonstrou que tem consciência das mancadas que já deu comigo, até demonstrou um ar de arrependimento (faz me rir!)... Então não é um completo idiota que não percebe que está pisando na bola. Percebe. Faz de propósito. Não sei com qual intenção, se quer me ver chorar, se faz bem pro ego dele, se ele pensa que eu não to nem aí, nem ligo, se quer ver até onde eu aguento... E a tonta deixa, porque no fundo, lá no fundo há algo de criança nela!  

Grega, sua boba! Amor não dói, não machuca, amor é um sentimento apenas! Quem machuca são as pessoas! Se vc permite. Vc já não viu esse filme?

Beleza, a vida me ensinou a cair e levantar! São 21 anos de relacionamentos amorosos muito vividos!

Sim, eu chorei. Chorei, solucei, até gritei de dor...

Dormi, acordei e sentei aqui para escrever. Porque quando eu escrevo, eu me despeço. Encerrei várias etapas da minha vida aqui nesse blog. Depois vem as meditações, os cuidados com a minha paz interior.

Eu nunca deixei de me apaixonar. E aprendi que quando vc chega no fundo do poço, vc tem que voltar rapidinho...
Que  Exupéry foi um tolo romântico quando nos fez acreditar que "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"! Poucos querem ser responsáveis por aquilo que cativam. É uma brincadeira, um jogo, que vc tem que aprender a sair com elegância pra preservar um pouco da dignidade.

E eu, o que eu vou fazer?
O mesmo de sempre: vou me fechar um pouquinho em mim mesma e quando passar talvez resolva dar uma chance pra quem está ao meu lado demonstrando afeto faz tempo. Se ainda der tempo...

Ele diz que sou um anjo em sua vida. Anjos não choram. Eu choro...

Eu sou Bruxa. Bruxas choram, se magoam, se enraivecem, se enfurecem. Ele tem sorte de eu gostar dele. Mas... se eu fosse ele, ficava longe de agora em diante....
Vai que o transformo num sapo, rsrsrsrs! Só rindo mesmo, eu sou assim. Mas é melhor manter distância, porque praga de Bruxa machucada pega e dói. Melhor evitar.

Agora vou fazer minhas unhas, porque sofrer mal arrumada não é a minha cara...



PASSADOS ALGUNS DIAS EM QUE ESCREVI ESTE POST MEU FILHO FICOU INTERNADO. FIQUEI UMA SEMANA COM ELE NO HOSPITAL. O PAI DELE 'NÃO PODIA' REVEZAR COMIGO UM DIA SEQUER PRA EU PODER PEGAR ROUPAS PRA MIM E PRO GURI... QUEM PASSOU A TARDE COM MEU GAROTO NO HOSPITAL PRA MIM?
É. ELE MESMO. FOI O PRIMEIRO FAVOR QUE ELE ME FEZ NA VIDA E COM MUITO BOA VONTADE. DEPOIS SAÍMOS SÓ NÓS DOIS PARA COMEMORAR A ALTA DO MEU FILHO, CLARO!

NÃO ADIANTA. ESSA HISTÓRIA NUNCA VAI TER FIM... SÓ QUANDO EU QUISER. E EU NÃO QUERO AGORA. AGORA NÃO. 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

DISPUTA DE EGOS- sobra pra quem?

Já contei um pouco da minha história aqui, sobre minha religião, minha família...
E acho que vai para 6 anos que me divorciei... Queria falar um pouco como vai a vida desde então.

O casamento tá uma merda, o casal tá quase se matando, então você conclui que a separação é a melhor saída, já que juntos há brigas. Mas tem em mente que, já que supostamente não houve traições, dá pra manter uma relação cordial. Pois se há filhos, há sim uma eterna relação... infelizmente.

Comigo foi assim, foi assim que eu pensei. Até descobrir o caráter da pessoa por quem você se apaixonou, se casou, quis ter filhos. Você imagina que os filhos continuarão sendo filhos. Então descobre que não é bem assim. E que, se você fica com a guarda dos filhos, a lei não está a seu lado. Não está.

Alguns meses sem receber a pensão das crianças me fizeram voltar para a casa dos pais de mala, cuia, filhos e dívidas... Ainda assim, não quis denegrir a imagem do pai para as crianças e, apesar de constantes discussões sobre pensão, eu permiti as visitações normalmente. Até receber no meu local de trabalho uma intimação afirmando que eu impedia o pai de ver os filhos. Diante da minha choradeira, o oficial de justiça comovido foi me visitar em casa. E pode constatar que as crianças não estavam lá. Estavam com o pai...
O bom é que o juiz não deu nem trela para este fato e, diante dele, eu afirmei e o pai deles não negou que ele tinha livres visitações. Então dei entrada no pedido de pensão para os três filhos. E consegui os 33%, valor máximo que a lei oferece, apesar de que o pai deles achando muito entrou pedindo parte do valor depositado nas férias, alegando que fica com os filhos e fingindo esquecer que escola, perua escolar, babá e etc também são pagas nas férias, mas enfim, concordei para não correr o risco de o juiz me achar fominha e resolver baixar esses 33%.

33%. É isso que sobra para os filhos. Quando você está casada, 100% do seu salário + 100% do salário do marido são para as despesas da família. Você separa, fica com a guarda e então são 100% do seu salário + 33% do salário do ex marido para as despesas da família. A lei entende que no caso o ex marido tem direito a compor um novo lar, formar uma nova família. A mulher não. E se o homem for autônomo, desempregado, vive de bico, trambiqueiro, não importa, não é problema dele. E ponto. A lei também não obriga que ele seja presente e participe como um pai deve participar. Eu tenho a sorte de ter um pai, um pai maravilhoso e um avô mais maravilhoso ainda. Que conversa, escuta, estuda junto, educa, aconselha, zela. O dia que ele se for, estamos todos órfãos... literalmente.

E as piadinhas de batalhão? "O dinheiro que o governo não me toma, a ex mulher leva tudo, hahahaha"
Piadinhas que ele faz para policiais que me encontram no meu trabalho e me contam. Ainda bem que eles vêem o quanto eu trabalho e sabem que o único homem que me sustentou nessa vida foi meu pai!!!

No começo eu ainda dava satisfações, o que as crianças andavam aprontando, falava sobre suas notas, mandava boletins, contava suas malcriações. Mas era como falar ao vento. Também falava sobre despesas, pedia ajuda sobre algumas coisas que eu não podia prover, ou pedia pra levar a um médico, um pronto socorro. Ouvi mais 'nãos' do que 'sims'. Mesmo quando arrumei mais um emprego, mesmo trabalhando mais de 60h/semana... aliás, foi nessa época em que só ouvi 'nãos'! Ouvi tantos 'SE VIRA', 'NÃO DÁ CONTA? DÁ A GUARDA PRA MIM', esse 'dá a guarda pra mim', leia-se: 'dá a guarda pra mim que a minha mãe, a avó deles é quem vai cuidar (hoje seria a atual mulher dele), pois ele mesmo sabe que não tem capacidade pra isso. Porque se fosse pra ele cuidar, eu até dava a guarda, pra ver a merda que ia dar! Mentira, não dava não, eu não ia suportar meus filhos sendo mal cuidados, rsrs.

Minha tia Nini certa vez disse: "Mantenha boas relações com a ex sogra, pois o homem quando separa deixa de amar os filhos, pior se arruma outros filhos com outra, então só a ex sogra vai te ajudar quando você precisar". E tenho seguido o seu conselho, embora nem quando as crianças não recebiam pensão a avó ofereceu alguma ajuda. Se fez de cega, surda e muda.

E seguiu assim, nos finais de semana e feriados, as crianças eram levadas para a casa da avó onde, segundo as mesmas, o pai dormia e a avó cuidava. E quando meu pai e minha mãe estiveram internados, a avó cuidou.

Lições de casa, estudar para provas e trabalhos escolares, condução para escola, para a academia, para médicos? Sempre foi comigo, com babá, com meu pai e minha irmã. Eu sei as matérias que eles gostam, as que eles detestam, as dificuldades, as notas, os amigos mais chegados, os colegas que eles não gostam. Não sei por que o pai teima em ir a todas as reuniões de escola se não acompanha nada disso... Eu sei sim. Faz uma média com as professoras, assina a lista de presença, assim, caso eu entre com algum processo, ele tem uma prova material de que é um pai presente. Bobo, não? Claro que não.
E foram assim todos esses anos, segui cumprindo a minha obrigação: não falando mal do pai deles na presença deles (senão é alienação parental (ainda tem essa!)), convidando ele e a família dele para eventos escolares e de academia. E ele incapaz de me dar um 'bom dia', boa tarde', para deixar os filhos contentes. Eu não faço questão que ele me cumprimente, não é ele que vai fazer do meu dia bom ou ruim, é pelas crianças!

Então surge uma nova namorada, que se torna uma nova esposa. 
Eu sempre joguei limpo com as crianças: sempre disse que não pretendo me casar de novo, que isso é uma escolha minha, que pode ser que um dia aconteça, mas que isso não faz parte dos meus planos. Apresentei namorados, ficantes, peguetes. Nas raras vezes em que tenho vida social, conto onde vou, se vou beijar, se é passeio só com amigas, se vou dormir fora. Conto pra eles o que eu espero que eles me contem quando for a vez deles. Claro que detalhes muito íntimos eu omito, embora já tenha explicado para os maiores o que é sexo.

Mas quando surgiu a namorada do pai, que ele sempre apresentava como amiga, deixando as crianças confusas e cheias de dúvidas, eu expliquei que o pai deles estava namorando. Simples assim.

Essa namorada ganhou o meu respeito e consideração por tratar bem meus filhos. Eu sempre os orientei a obedecê-la, a serem educados com ela e com os filhos dela. Mas crianças tem ciúmes! E o pai deles deveria usar um pouco de sensibilidade ao invés de querer enfiar goela abaixo das crianças uma "segunda mãe" como ele fala e "irmãos".  Não, não, não! Pára tudo! Não tem nada de segunda mãe e novos irmãos por enquanto! Essas coisas vem com o tempo, com a convivência, com o respeito, não obrigando!!!

Mas o meu respeito e consideração por essa cidadã acabaram logo. Acontece que a relação das crianças com o pai já é delicada: conflito de gerações, de idéias, de gostos, inflexibilidade, pouco diálogo... O pai deles é militar, preciso dizer mais?
Preciso sim: tudo as crianças perguntam pra mim, os maiores já querem saber sobre sexo, namoro, gravidez, menstruação e diversas coisas e acaba que eles só tem a mim como referência. O vovô, embora eles o idolatrem, está muito velhinho!

E eu fico muito feliz  na Associação Cristã de Moços- ACM, academia que frequentamos (mesmo não sendo cristãos) que meus filhos tenham professores do sexo masculino. Esses professores desconhecem o papel que eles desempenham na vida de meus filhos! Eles são referência de homens que trabalham, de mestres, de pessoas de caráter íntegro, eles ensinam, conversam com meus filhos, escutam as crianças, ensinam sobre atividades físicas, sobre a importância do cuidado com o corpo e com a saúde, do trabalho em equipe, do respeito às diferenças, da superação de dificuldades, lhes dão também carinho e tantas outras coisas que acabam preenchendo lacunas, acabam se tornando referência masculina para minhas crianças e eu olho de longe esse contato e sou muito grata! Não que as professoras não desempenhem um papel importante na vida deles, mas eu já sou uma boa referência feminina que as professoras acabam complementando.

Voltando ao fim da consideração pela madrasta das crianças, esse fim se deu quando, além de invadir um espaço muito meu, ela começou a provocar intrigas entre o pai e meu filho. Esse último eu não tolero, não aceito, não engulo! Um milhão de padarias no mundo, eles vêm de outra cidade, só na minha rua há 3 padarias, mas eles tem que ir naquela que eu vou desde que nasci. Vêm na minha casa buscar as crianças ela tem que vir, descer do carro, daqui a pouco vai querer entrar e tomar um café!
Há quem diga que isso é ciúme, nem ligo, tenho amigas separadas que me entendem, uma delas é minha irmã: minha irmã foi segunda esposa e o marido tinha uma filha com a ex. Ela tinha que levá-lo a casa da ex, pois ele é deficiente visual, ela parava o carro em outro quarteirão, ele descia e ia buscar a filha. Minha irmã respeitava o espaço, o território da outra! Se eu sou obrigada a dividir meus filhos com outra mulher, eu quero que ao menos o meu quadradinho, o meu pedacinho de terra seja devidamente respeitado! A calçada é pública? Foda-se, aqui a calçada é minha!

Então começaram as intrigas. Quando eram só comigo, eu ia levando, engolindo a maioria, dando uns chega pra lá, de vez em quando. Mas daí a intriga foi com a mãe dele: proibiu a avó de ver os netos! E os netos amam a avó!!! E não podiam vê-la!!! Tive que intervir, muito pelos meus filhos, um pouco pela avó também, não desgosto dela, até gosto um pouco, mas independente disso, os netos a amam, eles tem direito a vê-la e vice e versa! O que esperar de um cara que faz uma maldade dessas com a própria mãe e com os próprios filhos? Tive que intervir. Que mandar as crianças para a casa da avó à revelia dele. Ele me xingou muito e várias vezes por isso por telefone, é claro, porque pessoalmente ele se caga! E as crianças nesse meio chateadas por estarem impedidas de verem a avó!

Depois as intrigas começaram a sobrar para o meu mais velho: castigos físicos(*) e xingamentos em público (em público sim, a outra família dele são os outros sim, por enquanto!). E algumas dessas intrigas instigadas pela madrasta. Que além de tudo começou a mandar recados pra mim pela minha filha de 9 anos!!! E a fuçar meu facebook! (Tive que bloquear pra poder dividir o que eu penso com quem eu quero!).
Gente muito covarde essa! Um me xinga de tudo o que é nome, xinga até meus ancestrais pelo telefone, pelo telefone, porque é fácil ser 'capitão tudão' pelo telefone, só que quando eu dou meus gritos sai correndo, vira uma moça, e a outra muito machona também, manda recados pra mim por uma menininha de 9 anos, minha filha, uma criança, porque vir aqui, tocar a minha campainha e me falar pessoalmente também não tem coragem! As crianças me contam que quando vão ao terreiro a mãe de santo deles insinua que o pai deles ainda gosta de mim, o que provoca brigas entre o casal. Aliás, as crianças me contam tudo o que acontece no terreiro, eles detestam ser obrigados a ir lá! E que porra tenho eu a ver com as merdas que fala a mãe de santo! Mas nem tantas merdas, afinal ela já o colocou de joelhos e berrou na frente das crianças o fracasso de ser humano e de pai que ele é. Pena que entra por um ouvido e sai por outro!

Não se pode ser contraditório com crianças, dizer: "aqui é a sua segunda casa" e na sequencia dar bronca na criança que atendeu o telefone dessa segunda casa dizendo que não se pode atender telefone na casa dos outros! Isso é ridículo, contraditório, revoltante! Crianças não são burras! Elas não vestem farda e saem por aí batendo continência e cumprindo ordens! Eles pensam, sentem e questionam!

Resolvi não mandar mais malas de roupas. Algumas amigas aconselharam a fazer isso, outras desaconselharam. O que acontece é que em todos esses anos roupas vem sujas, manchadas, estragadas, comidas por cadela alheia e com o recado pra eu não encher o saco!!! E não são repostas, quem tem que repor sou eu! E os meus 100% com os 33% deles não tá dando! Fora os comentários vindos de lá do tipo: "me dá um desgosto quando eu abro a mala de vocês!" Comentários estes que chegam em mim! Desgosto por quê? Alguém me explica? Em alguma foto ou pessoalmente alguém viu meus filhos mal vestidos? Eu ando mal vestida, não faço unhas, não pinto meus cabelos, mas meus filhos vão muito bem obrigada! E já que além de não estarem satisfeitos, estão mandando coisas estragadas e roupa limpa misturada com roupa suja, tudo embolado, sem considerar gastos de água de de luz, já que meus filhos tem 2, 3 lares, que nesses lares eles tenham também as suas roupas, seus armários, pois até travesseiros eu tinha que mandar!

CHEGAAAAAAA!!! É o meu desabafo! Já que vomitar tudo isso nas orelhinhas das crianças vai machucá-los e falar tudo isso para os de lá não adianta nada, eu escrevo aqui, porque entre outras coisas isso aqui funciona como um diário meu, também é um aviso pra mulheres que estejam se separando, para elas se prepararem para o que pode vir, e para que quando meus filhos forem grandes, eles saibam o meu lado da história, embora eles não sejam cegos, nem surdos, nem burros e já tirem suas conclusões do que eles têm observado.
Tenho familiares, amigos e babás que podem comprovar que tudo o que escrevi é verdade.
A pedido do meu mais velho já quase entrei com pedido de visitações supervisionadas, mas diante das dúvidas dele mesmo, tenho esperado que as coisas se resolvam de uma forma melhor pras crianças.
Mas eu vou criando meus filhos bem criados, mesmo com críticas de lá, mesmo sem ajuda de lá. Eu sei disso, não sei se eles sabem. Acho que sabem... E espero que eles não tenham problemas psicológicos por conta de tudo isso, porque eu ponho a minha mão na consciência, sou até crítica demais comigo mesma e procuro ser uma ótima mãe!

(*)Não tenho nada contra palmadas e chineladas, desde que sejam dadas por que cuida, quem dá banho, quem leva ao médico, quem trata dores, angústias, medos, quem faz condução escolar e demais conduções, quem estuda junto, participa de trabalhos escolares, e todos os eventos, aconselha, escuta, enfim, quem cria e está sempre lá, cumprindo o seu papel. Se não faz nada disso, não tem o direito de querer educar, ainda mais com castigos físicos, muito menos na frente de quem NÃO É DA FAMÍLIA DELES! É o que penso.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

SEPARAÇÃO




Ahhhhh, não sei se é um tema que eu sou a melhor pessoa pra conversar!
Quando criei este blog, fiz um breve resumo de minha vida, citei a separação, mas a intenção era discorrer sobre espiritualidade e auto-cura. Mas pessoas amigas que têm passado pelo difícil momento da separação, ao lerem trechos do blog, ao verem minhas fotos tão alegre, sorridente e maquiada, sabendo que eu também passei por isso buscam ajuda, consolo, conselhos, querem saber se a dor passa, se os filhos superam...
E resolvi falar um pouco disso, mas da minha experiência. E cada um é um...
Estava formada, concluindo a pós graduação, em dois empregos. Eu o vi, me apaixonei, casei. Eu o amei...
Não posso falar por ele, mas acredito que ele se apaixonou, mas não me amou. E paixão acaba. Imagino que foi o que aconteceu. 


Quem conhece a minha história e gosta de mim vai dizer que fui a vítima da história, que sofri assédio, fui agredida, desmoralizada, sofri calote, que tive parte da família dele contra mim, além das mães de santo dele. É verdade. Mas eu fui uma grande duma chantagista, criei atritos que poderia ter evitado, cobrei demais e tb o agredi de várias formas, além de me auto-flagelar. Então empatamos.


Demorou um pouco pra reconhecer isso. Quando o mandei embora, no dia seguinte acordei e, sem abrir os olhos senti que havia levado uma surra, que havia arrancado um pedaço de mim. Fiquei só com meus 3 filhos pequenos, na época o caçula tinha 4 meses, a do meio 3 e o mais velho 5. Fraquejei, teve momentos em que pensei em entregar a guarda deles para a avó paterna e dar cabo de minha vida, pois o que eu faria? Mas por mais que minha moral e minha auto-estima estivessem lá embaixo pensei: "Quem vai amar Mel e Nico como eu?" O Dudu é o que se dá melhor com o pai, é o predileto das duas avós. Mas a Mel tem um gênio difícil, não raro eu perco a paciência com ela, mas dentre os adultos da família, eu sou a ÚNICA que a pega no colo, beija sua boquinha e suas bochechas e ela diz: "Te amo!" É carinhosa comigo, e com os irmãos, com as outras pessoas... ela convive de forma amigável (nem sempre) e impessoal. E embora ela me tire do sério, eu compreendo e aceito o jeito dela ser. E o Nico, 'meudeusu', o Nico??? Meu dedinho mindinho!!! Então, embora o Dudu seja meu amado, meu amigo, meu companheiro, lhe sobraria amor, mas não pros outros dois. Então foi vindo ajuda de cá e de lá, como já falei em postagens anteriores e diante dos problemas, quando meus filhos arregalavam os olhinhos para mim eu respondia e ainda respondo: "Mamãe vai dar um jeito." E isso os tranquiliza.


Quando se sai ferido de um relacionamento é difícil encarar as próprias falhas, mas ao longo desses dois anos e meio eu fui saindo da posição de vítima e fui enxergando minhas cagadas.
Escutando o programa da psicóloga Cristina Cairo na rádio mundial, comecei a levar tapas na cara dela, pois ela me abriu muito os olhos, depois vieram seus livros e alguns mestres que encontrei pelo percurso, comecei a praticar meditação, me dedicar à wicca, reler a biografia de Gandhi, estudar pensamentos budistas e fui caindo na real e entendendo que TUDO É COMO DEVE SER. É difícil assimilar isso. Não vem de uma hora para outra. É preciso muita reflexão.
SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE. Eu e o pai das crianças nos conhecemos aos vinte e poucos anos, estávamos formados, trabalhando, independentes financeiramente de pai e mãe (ele nem tanto), eu queria casar e ter filhos, os amigos dele mais próximos estavam todos casando. Éramos sexualmente bonitos e atraentes, foi toda uma situação, ou um conjunto de semelhanças que nos atraiu. Casamos, erramos separamos, mas além dos lindos filhos que tivemos tudo o que aconteceu serviu pra me amadurecer, pra me fortalecer como pessoa, como mãe, como mulher. Evoluir. Espero que o mesmo tenha acontecido com ele. 
Uma vez disse a um amigo recém separado: "É como num trem. Há pessoas que sentarão ao nosso lado, mas descerão em algum ponto. Irão embora. Há pessoas que irão até o ponto final conosco. É assim. Tem pessoas que estão só de passagem em nossas vidas."

E ele me perguntou: "E como saber que estão só de passagem?" Respondi que não tem como. Hoje eu responderia que na minha concepção TODOS estão de passagem. Pai, filhos, amigos, irmãos, cônjuges... Porque no final das contas, morremos sozinhos. Quando muito com algum colega de viajem segurando nossas mãos. Quando muito...
Com essas palavras não quero desanimar ninguém que sonhe com um amor de verdade, duradouro. Eu, embora não queira nunca mais me casar, sonho com um companheiro amado e fiel, que me ame também. Mas ele na casa dele, eu na minha. Conheço poucas, mas lindas histórias de amor, então, ainda sou um pouco romântica. Tampouco quero desanimar ninguém de tentar reatar uma relação. TUDO É POSSÍVEL.
Se perdoei o pai das crianças? Sim, do fundo do meu coração e espero que um dia ele me perdoe também. Mas o perdoei em relação a nós. Ainda não perdoei fatos em relação às crianças. Mas no final das contas estou quase acreditando que ele não fez (e ainda faz) por mal, acho que quando ele erra talvez nem perceba, ou talvez ele pense que esteja agindo da forma certa com eles. Ele é pai. Eu também cometo meus erros com meus filhos tentando acertar... Mas pelo menos eu o incluo na vida das crianças quase que como uma guarda compartilhada... Bom, mas deixando os filhos um pouquinho de lado, estava falando sobre sentimentos. 
Se ainda amo o pai de meus filhos? AMO FRATERNALMENTE. Para mim o fato de as crianças serem NOSSA carne, NOSSO sangue, NOSSOS genes nos torna parentes. E ponto. É como eu sinto. 
O que ele sente por mim? NÃO ME IMPORTA!


O que causa sofrimento são as EXPECTATIVAS que construímos em cima da relação, e a vontade de querer que o outro MUDE a todo o custo para se adequar aquele a quem NÓS IDEALIZAMOS. E ninguém muda porque a gente quer. A pessoa muda SE ELA QUISER, senão não muda. E ficar insistindo nisso é AGRESSÃO. Eu não me adequei aos sonhos do pai de meus filhos nem ele aos meus. Nos ferimos, nos agredimos.


Depois entrei numa relação complicada com um sujeito que aparentemente não tinha nada a ver comigo: tinha um terço dos meus estudos, ganhava metade da metade do meu salário, não tinha a mesma educação que eu, nem os mesmos valores e o pior, era aparentemente envolvido com pessoas não muito corretas...


Ah Grega, mas você falou que SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE! Cadê a semelhança aí?


Bom, nos conhecemos numa festa de casamento (ele trabalhava na festa). E pra quem é separado, casamentos não são ambientes muito agradáveis, trazem lembranças meio dolorosas... Ambos éramos separados. Ambos queríamos loucas aventuras e muito, mas muuuuuuiiiiitttto SEXO. 

Sim, SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE. Rola química, é natural. Foi uma relação meio tumultuada que acabou.

Perguntaram me se a dor da separação passa e quanto tempo leva pra passar.
Dói. Ah, como dói!
Mas vou dar umas dicas que serviram para mim. PARA MIM. Espero que possam servir para quem está passando por isso:
Depois de 3 filhos seguidos fiquei muito gorda. Emagreci foi de tristeza mesmo. Mas foi bom.
Comprei roupas, sapatos e lingeries novas, que as minhas estavam em petição de miséria. Ah, bijuterias e maquiagens também.
Não deixei o pai das crianças me ver chorando. Eles não precisam saber disso. Quer chorar, CHORE! Mas ele (a) não precisa saber. Aliás, um sábio amigo me dizia pra chorar debaixo do chuveiro. Funciona, viu? Tem horas que só a preguiça de ir até o banheiro, tirar a roupa já tiram a vontade de chorar.

(No dia de assinar os papéis da separação enquanto ele estava com olheiras, notavelmente nervoso, com uma advogadazinha mal arrumada e mal humorada, além de despreparada, tadinha, eu estava de salto, pós salão de beleza, simpática e sorridente, com um ótimo advogado e de ótima aparência que era meu primo).
Pelo menos a cada quinze dias vou ao salão de beleza fazer cabelos, unhas e massagem. No resto do mês eu mesma faço em casa.
Fui fazer dança do ventre. Sonho antigo. Tive que largar (temporariamente) por questões financeiras, mas faço caminhadas todos os dias.
Troquei o café pelo descafeínado, e agora como pão, macarrão e arroz integrais, além de verduras e frutas. E estou com dificuldade tentando parar de fumar.
Mas resumindo, comecei a cuidar de mim, me amar, pois durante 7 anos fui um rascunho de mim mesma e uma sombra do ex marido. E ninguém vai amar quem não tem amor próprio.
Saí com amigas pra desabafar. Se vc não é de muitos amigos, busque apoio da família, meus filhos, mesmo que pequenos me deram muita força, além de meus pais, claro! Se não for o suficiente, busque um psicólogo. As pessoas não dão valor a esses profissionais, mas eles são ótimos e necessários.
E também guarde momentos de solidão, para meditar, ou refletir, ou ouvir suas músicas prediletas.
Sorria para as pessoas na rua e cumprimente-as, elas retribuirão com simpatia, haverá uma boa troca. E, se alguém não retribuir, deseje que o seu dia seja bom assim mesmo.
Há algumas dicas que aprendi com especialistas em medicina oriental como incluir na dieta pão de centeio, feijão e leite, pisar na terra descalço, sentar com postura ereta e sem inclinar a cabeça olhar para cima por alguns minutos, passar alguns minutos em ambientes em que haja a cor amarela, podem ser árvores, jardins, ou um local de parede amarela, abraçar uma criança com menos de dois anos frequentemente, acariciar com frequencia um animal de estimação... Parece tudo besteira, mas são dicas de profissionais e coisas que vem de uma ciência milenar, muito mais antiga que a nossa medicina ocidental.
E o principal: livre-se da CULPA. Todos nós erramos, às vezes por querer e nos arrependemos, às vezes sem querer, peça perdão, mesmo que apenas em orações e pensamentos e LIVRE-SE DA CULPA.

Como eu estou hoje?
Mais preocupada com questões financeiras e criação dos filhos do que com relacionamentos. Quando posso encontro antigos amigos, até ex namorados, tenho conhecido pessoas interessantes, mas estou sem pressa e tranquila em relação a isso. Não estou carente. Quero amigos e um amor por perto, mas a minha companhia me satisfaz. Estar só não me incomoda ou entristece, pelo contrário. Eu me amo, me adoro!

Espero de todo o coração que quem está sofrendo hoje se recupere rapidamente, se ame, se cuide, sorria, ria mesmo estando triste, assista comédias. Vai ficar tudo bem.
As três mulheres dessa foto (eu sou a do meio) somos separadas, passamos por toda a dor. Parecemos tristes? Não. Estamos muito bem, felizes e vivendo cada dia como deve ser vivido. TUDO É COMO DEVE SER.