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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Solidão de Mãe

Tudo o que eu mais falei nesse blog de assuntos variados foi sobre as dificuldades de se criar os filhos sozinha. Não posso reclamar da vida. Há mulheres com maiores dificuldades do que eu. Tenho meu generoso e bondoso pai, tenho uma irmã que vem de longe na hora do aperto, quase sempre dei sorte com babás. Então, tudo poderia ser pior.
Mas há coisas que machucam, que doem...
Quando o Eduardo operou as amídalas e adenóide, eu estava casada. Eu e o pai deles fomos juntos e lá ficamos. Já quando ele teve a primeira crise asmática grave, já estávamos separados, levei o Edu de táxi para o convênio, ele recebeu atendimento e quando vieram atrás de mim, que estava ao lado dele, para preparar a internação dele, eu desabei em lágrimas. Lágrimas de solidão. Senti-me como uma criança cuidando de outra... E fiquei lá com ele por 4 dias, tomando banho e vestindo a mesma calcinha e as mesmas meias, noite e dia, fiquei fedendo. Ainda bem que havia meu pai e babá para cuidar dos outros. No dia da alta, estava sem dinheiro para táxi, e pedi ao pai deles que nos buscasse. Foi tanto arrependimento, foi feito um clima tão desagradável desnecessariamente, que eu deveria ter entregue o guri para ser trazido e voltado a pé, do Cambuci até Santo Amaro... teria sido melhor...
E sempre segui cuidando e fazendo o possível, levando para médicos, dentistas, oftalmos, foram momentos de correria e cansaço, mas sem estresse. Deu pra levar razoavelmente bem ( Leiam a postagem Somos quem Podemos Ser, de 25 de janeiro de 2015).
Passei aperto semelhante com a Melissa, mas menos grave. Tive que correr do trabalho e passar a noite no hospital, depois na volta, cansada e motorista limitada,  me perdi com ela pela cidade, tomei um susto ao vê-la dormindo com a cabecinha pendurada e balançando, tive que parar o carro para verificar se estava viva, desmaiada, dormindo. E o susto me fez precisar da ajuda de um amigo, por telefone, pra me ajudar a chegar em casa. Fora a vez que um primo sádico (lado paterno) deslocou o bracinho dela e sobrou para mim segurá-la, enquanto o ortopedista tracionava o membro pro lugar. Meu chefe da época pacientemente esteve comigo.

Quatro anos depois, eu estava de plantão e o Eduardo teve outra crise, muito pior. Abandonei o plantão e quando cheguei em casa, depois de ter presenciado óbitos de crianças com o mesmo quadro do Eduardo, tive medo de colocá-lo no carro ou num táxi e levá-lo. Chamei o SAMU. Na ambulância pelo menos ele poderia ir recebendo oxigênio e ele precisava mesmo, pois estava com uma saturação de oxigênio abaixo de 80% (quando o normal é no mínimo 94/92%). Fomos precariamente atendidos no UPA. Na minha visão de enfermeira eles não estavam muito preparados para atender urgência (Imaginem uma emergência! Isso porque eles são geridos pelo Hospital Israelita Albert Einstein e o pessoal também é contratado e pago pelo mesmo. Diga-se de passagem que quando a ambulância chegou, os profissionais sumiram e o primeiro atendimento foi dado por mim e pela profissional de enfermagem do SAMU, até que uma alma desse as caras e escutasse eu dizendo: "Oi, eu sou a MÃE! Cadê médicos, auxiliares e enfermeiros???). Então ele recebeu um bom atendimento e pela manhã foi transferido para o Pronto Socorro Infantil do hospital em que trabalho e de lá, rapidamente ele foi para o andar. Eu já estava acordada há umas 36 horas a essas alturas e, sabendo que ele ficaria por uns dias, liguei para o pai dele e pedi que viesse ficar com ele, para que eu pudesse tomar um banho, pegar roupas íntimas para nós dois, ver meus outros filhos e voltar para junto do Edu. O pai não podia. Estava de serviço... suspiro...

Eu pergunto: Que pai que não é liberado do serviço quando o seu filho é levado pelo SAMU para um hospital, numa urgência e lá vai ficar internado??? Se alguém puder me dar uma resposta plausível, eu agradeço, pois, me desculpem o linguajar, eu não estava dando a bunda, eu abandonei o plantão com ciência e autorização da minha supervisora de enfermagem para prestar socorro ao meu filho. Depois minha escala foi rearranjada pela minha chefe imediata, para que eu pudesse assistir os cuidados e estar com ele, mas eu precisava buscar roupas, tomar banho, ver os outros dois...
Quem veio foi um amante com quem eu havia brigado poucos dias antes e disse que não queria nunca mais vê-lo. Esse homem a quem eu ajudei muito fez uma única boa ação para mim, a qual eu sou muito grata até hoje, terminado o relacionamento. Largou o seu trabalho (coisa que o pai não podia fazer) e veio ficar acompanhando um menino que não era filho dele, para que eu pudesse me organizar. No terceiro dia, foi minha irmã quem faltou ao trabalho dela para permanecer com o sobrinho. E enquanto tudo isso acontecia, meu pai, junto à babá cuidava para que os outros fossem à escola e corresse tudo bem.

Tantos amigos meus foram visitar o Edu. Todos.

Numa noite o pai veio visitar. VISITAR!!! 
Saí, fui dar uma volta pelo hospital, para dar privacidade a pai e filho. E para meu espanto, após 15 minutos o pai ligou no meu celular avisando que precisava ir embora. Visitinha de 15 minutos no hospital onde o filho está internado??? Alô produção: pode isso???

Então, no dia seguinte revoltada liguei para ele e o ameacei: disse que eu precisava deitar meu corpo na minha cama, que precisava estar com meus outros filhos, que estava cansada e que se ele não passasse uma noite com o filho, ele já podia entrar com uma ação contra mim na justiça, pois eu o impediria de ver as crianças até que ele ganhasse a ação. E ele foi. Acho que nem tanto pela minha ameaça, acho que mais por algum conselho da mãe dele. Foi passar a noite com o filho que eu não fiz com o dedo... E no dia seguinte, o Eduardo que não conseguia manter uma saturação boa sem máscara de oxigênio, ficou bem e teve alta... Não preciso nem comentar para os que tem uma visão holística que o Eduardo precisava da atenção do pai dele.

Nesses dias vi mães com seus filhos, que tinham outros filhos. Deixaram seus outros filhos com avós ou vizinhos... E quando iam ver como estavam seus outros filhos, tinham que abandonar os filhos hospitalizados. Foram momentos em que eu deixava o meu por uns 20 minutos para dar uma olhadinha, acalmar o choro dessas crianças que ficavam com medo por estarem sozinhas num hospital...

Amanhã o Nícolas vai fazer uma cirurgia. Depois vou fazer uma postagem sobre isso, mas vai ser uma postagem sobre saúde. De interesse para pais e mães. Então, não vou nem falar aqui sobre o que ele vai operar. Só comento que fizemos uma via crucis por médicos, com ajuda de meus padrinhos, pois até para Campinas fomos. Vários exames. O Nico sempre com medo, medo de tomografia, medo de ultrassonografia, medo de médicos, medo de injeções... sempre nós dois. Só nós dois. Consegui arrancar do pai dele que o levasse para um exame de sangue e ainda tive que orientá-lo a abraçar bem o Nico, pois o pequeno faz escândalo, chora, e o pai não sabia disso. Mas foi, com dor no bolso, mas foi.
Avisei sobre o dia e a hora da cirurgia para a família paterna, por obrigação e um pouco na esperança de que algum deles se organizasse para estar conosco. Mentira. Eu não tinha a menor esperança. Foi gozação. Eles esqueceram, ou fizeram que esqueceram...

E amanhã, as 6h da manhã, estaremos eu e o Nico no hospital, só eu e o Nico. Ambos cheios de medo. O Nico é muito medroso, tadinho. E eu sou mãe. 

No fundo eu sei que será uma cirurgia simples e rápida, sei que vai dar tudo certo. Mas ele vai tomar dormonid antes da cirurgia. Eu não gosto de dormonid, das vezes em que passei por procedimentos em que precisei tomar, senti agonia da morte. Há pessoas que não sentem isso, há outras que sentem... não quero que o Nico sinta. Ele vai tomar anestesia geral, que como toda anestesia tem riscos... Eu não preciso vê-lo para imaginá-lo entubado. Eu estarei com ele no Centro Cirúrgico até ele entrar na sala de cirurgia, e estarei com ele na sala de recuperação anestésica, onde eu já estive com minha mãe e presenciei ela tendo uma reação anafilática, quando até ajudei na assistência dada a ela. E foi horrível pra mim, foi traumatizante. Ser Enfermeira nessas horas talvez seja até pior...
Não sei se ele receberá alta no mesmo dia. Creio que sim. Então fico pensando como vou colocá-lo no táxi sem machucá-lo, porque ele está pesado para mim...
E já chorei por alguns momentos e espero conseguir sorrir e conter as lágrimas de solidão e medo quando eu estiver lá.

Então há pessoas que não falam, mas me olham diferente quando expresso minhas revoltas com o pai dos meus filhos. Já houve quem teve a ousadia de afirmar que eu tenho algum sentimento por ele. Tenho sim, mas é um sentimento que não cabe aqui falar, mas não é de amor, nem ódio. É aquele sentimento que você tem ao observar um animal morto, em avançado estado de putrefação.

Espero que quem leia este post entre hoje e amanhã, faça as orações de sua fé, envie boas vibrações para o Nico e para mim.

Um dia, daqui a muitos anos, essas postagens sobre a minha vida de mãe solteira vão se tornar um livro. Espero que seja um livro de final feliz, com filhos adultos, bem formados, bons profissionais, bem resolvidos e de uma mãe orgulhosa. E espero que sirva para mães solteiras, divorciadas e para que os pais saibam que suas obrigações com os filhos continuam depois do divórcio.

Essa história de alienação parental para mim é algo muito complicado. Há mulheres que usam de má fé contra pais por vingança, sentimentos feridos, não pensam no estrago que estão fazendo na vida dos filhos, não pensam na maldade que fazem com pais e filhos na formação de seus vínculos. Eu sempre tive a preocupação de não denegrir o pai das crianças para eles, até o momento em que eles mesmos começaram a enxergar o descaso, a falta de cuidados, a avareza e começaram a expressar isso. Também não acho justo mulheres, mães, passarem pelo que eu passo e por situações até piores e terem ainda (por lei) que manter uma bela imagem dos pais, guardando um engasgo dentro do peito.
Hoje eu já não ligo muito para isso. Tentei várias vezes por o pai das crianças para participar da vida deles, dos cuidados, como uma forma de ajudar no vínculo deles, pelas crianças e até por ele mesmo e ouvi muitos "se vira",  "estou de serviço" e até xingamentos.  Fiz por mim também, porque sou uma só, porque também trabalho para prover, porque também me canso, porque são três filhos...
Hoje eu não ligo, desabafo com meu pai, minha irmã, com a babá, evito que seja na frente deles, mas se eles escutam, não esquento a cabeça. Quer me processar, vai fundo. Pegue a guarda, peça pensão e faça melhor. #SQN

Dias atrás conversando com um amigo muito querido, de muitos anos, ele contou que ao separar a filha dele tinha 3 anos e ele procurou ser um pai presente (e eu sei disso, acompanhei isso). Mas, segundo ele, não foi o suficiente. E hoje, com a filha adolescente, com 16 anos, ele escuta cobranças dolorosas para ele, mas não tira a razão da filha. 

Agora a pouco, eles chegaram da casa do pai e o Nico me disse: " O papai disse que vai ligar amanhã e depois de amanhã pra saber como foi a minha cirurgia". Fiz com que as crianças saíssem, liguei para o pai deles e falei calma e resumidamente tudo o que escrevi aqui. Ele escutou calado, o que me causou espanto, pois ao lado da esposa, ele gosta de fazer uma cena. Agradeci pela atenção e desliguei.

Oiiiii!!! Seu filho vai passar por uma cirurgia, vai tomar anestesia geral e ser entubado, depois eu não sei como vou carregá-lo sem machucá-lo, pois ele está pesado para mim da cadeira de rodas para o táxi e do táxi para o quarto de casa que é sobrado. Ele está com medo e eu também! E você vai ligar pra saber como foi??? Não será um passeio nem uma viagem de férias para você simplesmente telefonar para saber como foi!!! 
Não foram essas as minhas palavras para ele, mas garanto que fui educada. Essas, eu deixo para os leitores.

Então, por enquanto, encerro por aqui, deixando para reflexão.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Conto Erótico Sem Fim- Versão impressa

Saiu do forno a versão impressa do meu livro:

http://www.amazon.com/Conto-Erotico-Sem-Portuguese-Edition/dp/150555568X




Apesar de olhares de reprovação e risadinhas sem graça, eu escrevi uma autobiografia erótica sim! Na foto de capa, sou eu semi nua sim! Eu gosto de escrever, sempre gostei, embora o livro não esteja perfeito, afinal, foi o primeiro, foi legal. E gosto de sexo, e muito! Então por que não começar por um livro de conteúdo erótico? E daí que se trata da minha vida sexual? Sexo todo mundo faz, todo mundo gosta, todo mundo já deu uma espiada num videozinho pornô... 
E continua sendo tabu quando se fala de sexo...



Se houver fetiches no meio então, aiaiai... que vergonha!!!


Muito bem, não estou nem aí, quem quiser, que compre e leia! Até agora ninguém teve a coragem de me criticar... e melhor que não tenha. Criticar o conteúdo do livro, é sempre bem vindo, para que outros venham melhores, agora criticar a minha iniciativa... não façam isso não!




quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Conto Erótico Sem Fim, Por Elenida Brettos


Em Breve, muito em breve estarei divulgando meu livro digital, revisado, ampliado e ilustrado:
CONTO ERÓTICO SEM FIM, POR ELENIDA BRETTOS
Segue um trecho:



"EU TINHA MEDO DE ATÉ ONDE ELE PODERIA CHEGAR, MAS EU NÃO CONSEGUIA PARAR, QUERIA VER ATÉ ONDE ELE IRIA. QUERIA PERGUNTAR: “VOCÊ NÃO TERIA CORAGEM DE ME MACHUCAR DE VERDADE, TERIA, D.?” ELE ACENDIA A LUZ PARA ME VER GOZANDO DEPOIS DA DOR. E A EXPRESSÃO EM SEUS OLHOS ERA DE LOUCURA..."



Espero que quando eu lançá-lo vocês comprem, leiam e gostem! Aviso quando for publicado!

domingo, 7 de setembro de 2014

Anjos não choram... Bruxas choram...

Tantas postagens em que falei de filhos e casamento que acabou que dei tanto ibope pra ex marido que até parece que vivo em função dele. Só escrevi tanto sobre isso, pois quem sabe possa ajudar quem esteja passando pelo mesmo.

Vivo em função de filhos, trabalhos e contas por pagar. 
Mas tive meu romance.

Antes do casamento namorei alguns, fiquei  e transei com muitos. Perdi as contas. E o que tem demais?

Então casei, descasei, tive dois namorados apenas e uns muitos caras que vieram de passagem. Passagens rápidas, aliás. 
Não faço planos de casar de novo, nem imagino isso, não sirvo pra isso. Foi uma experiência ruim que não quero repetir. Mas me apaixonei.

E a minha vida amorosa sempre acontece bem por acaso. E foi por acaso que o conheci. 
Uma amiga me convidou para ir ao seu casamento. Eu não estava preparada para ir a um casamento. Havia acabado de me separar, não estava confiante de que poderia estar lá desejando bençãos e felicidades ao casal, sendo que não acreditava mais nisso. Mas foi uma amiga que esteve presente nos momentos mais importantes de minha vida. Eu não poderia fazer uma desfeita dessas para ela! Estava só e pedi a ela se poderia ir com um amigo transexual. Ela permitiu. Nos arrumamos, maquiamos, vestimos de longo e fomos.

Casamento bonito num salão. Reencontrei todas as minhas amigas de faculdade. Todas lindas, a noiva estava linda e feliz. A festa foi boa.
Havia um rapazinho trabalhando lá, amigável, simpático, que todas as vezes em que saí para fumar vinha me fazer companhia, conversar. Ele também estava separado há pouco. Foi agradável conversar com ele, ajudou o tempo a passar. Nada especial. 
Na hora de ir embora, a amiga que foi comigo estava um pouco alcoolizada, resolvi ir dirigindo. Ao me despedir do rapaz, ele me deu seu telefone e me pediu um beijo. Dei o beijo. Mas pretendia deletar seu número. Fui embora com minha amiga.
No caminho de volta, ela recebeu o telefonema de um taxista com quem ela se engraçou enquanto esperávamos o carro e ela marcou dele ir buscá-la. Era madrugada. Então pensei: "Vou terminar minha noite só?" Liguei pro rapaz e marcamos. Ele veio.
Pela primeira vez entrei no carro de um desconhecido total. Não sabia seu sobrenome, não sabia de onde era, onde morava, onde ia me levar. Ele perguntou se eu confiava nele e eu disse que sim. Mas claro que não!

Rodamos por vários motéis, todos lotados e com espera longa. E isso só aumentava a vontade. Paramos na rua e começamos no carro mesmo, depois fora do carro. Até que a rua começou a ter movimento de carro e de pessoas. Então entramos no carro, rodamos mais um pouco. Eu fazendo sexo oral nele... até que paramos na BR mesmo... Descemos do carro, transamos nus em cima do capô...
Eu não lembro de muitas coisas. Não estava bêbada, pelo contrário, estava muito sóbria. Até demais pra fazer uma loucura dessas. Mas lembro de flashes... lembro da excitação, do prazer, do céu, das estrelas, de alguns faróis e dele nu.... 
Foi a melhor loucura, a melhor experiência... nesses anos de vida eu aprontei umas boas... muito boas pra me lembrar, mas essa foi de longe a campeã...


Num dado momento vi uma tatuagem em suas costas... Caramba, fui mulher de polícia, sou enfermeira de hospital público, conheço tatuagem de cadeia! "Vc já foi preso?" "Já. Como vc sabe?"

Pronto, não usamos camisinha!!! Já me imaginei com AIDS, hepatite, sífilis, gonorréia... pronto!!! "Vc tem alguma doença?" "Não. Vc tem?"

Que pergunta estúpida.... Bom, ele não tinha e eu não peguei nada.
Não vou contar porque ele foi preso, mas os dias foram passando, fomos nos encontrando repetidas vezes e a minha consciência estava tranquila, afinal, eu o conheci no trabalho dele, ele estava trabalhando dignamente, eu não fui procurar namorado em porta de cadeia! Começamos a namorar.




Foi um namoro intenso, me excitava a idéia de ter sido casada com um policial militar insonso e agora estar com um cara mau, cheio de tempero. Ele tinha muito. Eu também. E eu tinha um certo medo dele, medo que ele fosse mau, medo que ele me fizesse mal, isso era excitante demais, ele abraçou um personagem. Porque ele não era mau de verdade. Inconsequente apenas. 
E o sexo rolava em lugares escondidos, lugares proibidos, não tinha limites, fazíamos do jeito, quando e onde queríamos...

Já tive muitos orgasmos, exceto no período em que fui casada, mas nenhum se compara aos que tive com ele. Mas tenho certeza de que ele não teve ninguém tão disposta a lhe dar prazer.


Virou namoro e logo ele conquistou meus filhos também. Mesmo com ciúmes de mãe, mesmo infelizes com a separação dos pais, meus filhos são crianças muito boas, muito amáveis, se apegaram com ele, ele era bom pras crianças. Eu não tenho do que reclamar. Até cogitamos uma vida juntos. Mas vieram problemas. Minha situação financeira não era das melhores, a convivência ruim com a minha mãe me roubava um pouco, aliás muito a paz, a situação financeira dele era bem pior que a minha, meu pai descobriu que ele foi preso e ficou totalmente contra o relacionamento, ele teve a moto roubada no meu portão, eu sabia que não poderia sair da casa dos pais e viver com ele, pois mesmo não querendo, ele me daria despesas que eu não poderia bancar e logo ele estava me traindo! 

Caramba! Tanto chá de rosca e buceta que eu dei e o cara foi procurar mais fora!!! Puta merda!!!

Também não tínhamos os mesmos valores, a mesma criação, o mesmo grau de instrução e ele até arriscou a se desfazer algumas vezes da minha profissão, fazer pouco, exaltar médicos e se desfazer de enfermeiras, já vi esse filme com ex marido e não gostei! Eu valorizo a minha profissão, eu estudei na USP, eu já li mais de mil livros nessa vida, conheci alguns Estados, países, sou filha de grego! Dá licença, eu não sou melhor do que ninguém, mas não deixo que ninguém diga que eu sou pouca coisa!

E o gênio dele??? Meu Deus, gênio de ariano! Explosivo. Brigava por qualquer coisa, caçava assunto! Procurava pelo em ovo!!! Eu não tinha muito jogo de cintura, as implicâncias e acusações da minha mãe me tiravam a capacidade de contornar essas coisas. Nos afastamos um tempo. Voltamos. Então ele voltou com a ex mulher, virei amante sem saber, sem ser consultada, sem querer. Descobri. Foi o fim. Não foi um fim legal. Brigamos, nos batemos, nos machucamos, nos ofendemos, fiz BO, fui embora....

Mas no tempo em que estivemos juntos eu o aconselhei muito, o aconselhei a estudar a dar um rumo na vida, a ser mais responsável, plantei a semente de que ele não era mais um moleque, já estava com 30, né?! Já era pai... E ele correu atrás de sonhos, de estudos, de profissão... não seguiu exatamente aquilo que sugeri, acho que se tivesse prestado concursos públicos, feito curso de motorista de ambulância, técnico de radiologia, estaria melhor de vida agora, mas ele se esforçou, fez bombeiro civil, uma bela profissão, arrumou emprego na USP, teve suas conquistas com seu mérito, seu esforço.
Passado um ano ele me procurou, saímos. A ex atual ex de novo dele descobriu. Ela foi embora.
Nesse meio tempo namorei um homem 25 anos mais velho do que eu. Ele era bom de sexo. Mas era chato! E de chata já basta esta capricorniana que vos fala. Ele também era mentiroso. Cansei. Não traí meu namorado com ele. Nunca traí ninguém. Quando estou com alguém, eu não tenho ganas de trair, não acho certo, não acho justo. Sou fiel. 
Resolvi ficar só, saindo com ele de vez em quando. Ele traiu namoradas comigo. Virei amiga amante, amante amiga. 

Em princípio eu não ligava muito, afinal eu não tinha tempo pra romances, já conhecia todas as mentiras dele, depois consegui por um bom período manter um relacionamento com ele sem sexo, mais por mensagens mesmo, um eventual suco. Porque sexo faz apegar. E eu não podia.

Ele foi persistente e insistente. Fui resistindo até o momento em que eu precisava muito de sexo, de prazer, de carinho e de boa companhia...Ele era agradável, engraçado, me sentia bem em sua companhia, fingia que acreditava em suas mentiras, ele não tinha mais aquele temperamento briguento, pelo menos não comigo. Deixei ele ocupar esse espaço de novo... Vários encontros cheios de paixão, de desejo...

Ai que merda! Tem gente que tem que por na cabeça que é melhor viver só! Eu sou uma boa solitária! Eu vivo bem com um livro, um vinho, um cigarro, com meus filhos e pai e com meus colegas de trabalho! Pra que caçar assunto quando se sabe viver só?

E de novo, após quase 6 anos, com 38 anos estava eu sofrendo de apaixonite de novo! Sentindo saudades, sentindo preocupações, querendo encontrar, abraçar, estar junto, ajudar, querendo acreditar em promessas vazias de que vou estar sempre ao seu lado, quando chamar estarei ali... parecendo adolescente... foda!


Bom, ontem enquanto esperava o bonito resolver dar o ar da graça cheio de paixão e tesão, levei um balde de gelo: ele postou dezenas de fotos com a namorada numa viagem romântica!!!!!!!

Preocupou-se de me magoar, de eu ver e sofrer, de eu ficar chateada, de eu chorar? Claro que não. A intenção foi essa mesma! Aliás ele já demonstrou que tem consciência das mancadas que já deu comigo, até demonstrou um ar de arrependimento (faz me rir!)... Então não é um completo idiota que não percebe que está pisando na bola. Percebe. Faz de propósito. Não sei com qual intenção, se quer me ver chorar, se faz bem pro ego dele, se ele pensa que eu não to nem aí, nem ligo, se quer ver até onde eu aguento... E a tonta deixa, porque no fundo, lá no fundo há algo de criança nela!  

Grega, sua boba! Amor não dói, não machuca, amor é um sentimento apenas! Quem machuca são as pessoas! Se vc permite. Vc já não viu esse filme?

Beleza, a vida me ensinou a cair e levantar! São 21 anos de relacionamentos amorosos muito vividos!

Sim, eu chorei. Chorei, solucei, até gritei de dor...

Dormi, acordei e sentei aqui para escrever. Porque quando eu escrevo, eu me despeço. Encerrei várias etapas da minha vida aqui nesse blog. Depois vem as meditações, os cuidados com a minha paz interior.

Eu nunca deixei de me apaixonar. E aprendi que quando vc chega no fundo do poço, vc tem que voltar rapidinho...
Que  Exupéry foi um tolo romântico quando nos fez acreditar que "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"! Poucos querem ser responsáveis por aquilo que cativam. É uma brincadeira, um jogo, que vc tem que aprender a sair com elegância pra preservar um pouco da dignidade.

E eu, o que eu vou fazer?
O mesmo de sempre: vou me fechar um pouquinho em mim mesma e quando passar talvez resolva dar uma chance pra quem está ao meu lado demonstrando afeto faz tempo. Se ainda der tempo...

Ele diz que sou um anjo em sua vida. Anjos não choram. Eu choro...

Eu sou Bruxa. Bruxas choram, se magoam, se enraivecem, se enfurecem. Ele tem sorte de eu gostar dele. Mas... se eu fosse ele, ficava longe de agora em diante....
Vai que o transformo num sapo, rsrsrsrs! Só rindo mesmo, eu sou assim. Mas é melhor manter distância, porque praga de Bruxa machucada pega e dói. Melhor evitar.

Agora vou fazer minhas unhas, porque sofrer mal arrumada não é a minha cara...



PASSADOS ALGUNS DIAS EM QUE ESCREVI ESTE POST MEU FILHO FICOU INTERNADO. FIQUEI UMA SEMANA COM ELE NO HOSPITAL. O PAI DELE 'NÃO PODIA' REVEZAR COMIGO UM DIA SEQUER PRA EU PODER PEGAR ROUPAS PRA MIM E PRO GURI... QUEM PASSOU A TARDE COM MEU GAROTO NO HOSPITAL PRA MIM?
É. ELE MESMO. FOI O PRIMEIRO FAVOR QUE ELE ME FEZ NA VIDA E COM MUITO BOA VONTADE. DEPOIS SAÍMOS SÓ NÓS DOIS PARA COMEMORAR A ALTA DO MEU FILHO, CLARO!

NÃO ADIANTA. ESSA HISTÓRIA NUNCA VAI TER FIM... SÓ QUANDO EU QUISER. E EU NÃO QUERO AGORA. AGORA NÃO. 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PERDÃO



O final do ano está chegando e as pessoas vão se preparando para as festas, agora é uma fase de reflexão, de se fazer um balanço dos acontecimentos durante o ano e planos para o ano seguinte. Embora meu ano novo não seja junto com o da maioria das pessoas, também estou na expectativa, fazendo o meu balanço, das sementes que plantei, dos frutos que colhi, das sementes que pretendo semear.
Sugiro que vocês se conectem com a divindade em que acreditam e agradeçam por tudo o que lhes foi dado. Tenham certeza de que tudo de bom que receberam lhes foi dado em dobro e, tudo o de ruim, veio da forma mais branda possível, por pior que possa ter parecido. É sim.
Mais adiante vou falar sobre causa e efeito, afinidade, atração, mas tenham certeza de que vocês foram os responsáveis por tudo de bom ou de ruim que lhes aconteceu e espero que possam tirar um aprendizado disso, senão, de que valeu?
E façam planos positivos, do que vocês podem fazer para ter um ano melhor, o que podem fazer para melhorar suas vidas, o que podem fazer pela comunidade, o que podem fazer pelo planeta. Porque nada cai do céu, nada vão receber se não se doarem um pouco também. Tracem metas e vão com otimismo atrás de seus objetivos. Sim, com muito otimismo, para atraírem sempre o melhor, e com bom -humor, diante das pedrinhas no caminho. Coloquem em suas árvores de natal, ou na caixinha de presentes os nomes das pessoas que desejam perdoar e ser perdoadas, os sentimentos que querem cultivar em seus corações e guardem para dar uma espiada durante o ano, ou queimem, num ritual para a sua divindade.
Eu já comecei meus planos, com mais tranquilidade do que fazia antes, na certeza de que só me virão coisas boas em consequencia do que comecei a plantar desde já.


Agora falando em perdão, vocês já se deram conta de como é fácil dizer: "eu perdoei", mas o quanto é difícil perdoar de fato? 
Bom, já posso adiantar que a maioria das doenças e problemas estéticos são decorrentes de mágoas, segundo a medicina oriental, então, o perdão é o principal remédio para a maioria dos males. Mas como perdoar? Primeiro, entendendo que você não é vítima de ninguém, que seus pensamentos levaram à emoções que levaram à vibrações que atraíram para a sua vida pessoas e situações.
"Ah, mas ele me traiu, ele me enganou, ele me usou..." Ele é um ser humano, e, como você, ele também erra.  Você criou situações e sentimentos para ser amada de fato? Será que a passagem dele por sua vida não foi apenas para que vocês aprendessem algo? É, há pessoas que estão apenas de passagem em nossas vidas. Será que você não o está prendendo, se apegando àquilo que deveria soltar? Deixe a vida fluir, desapegue-se...
"Mas minha mãe me fez isso, meu pai foi ausente..." Coitadinhos... Eles também foram crianças, os pais deles também cometeram seus erros, eles também tiveram seus sofrimentos e suas mágoas, eles também tem o direito de errar e ser perdoados. Ou é só você que merece perdão quando comete um erro? Ou você nunca erra? É sempre alguém que leva você cometer algum erro?
Eu também tinha o hábito de achar que meus erros sempre eram reação a alguma maldade praticada contra mim. Bela desculpa! Coitadinha de mim, apenas me defendendo do mundo inteiro! Eu que estava certa, o mundo todo errado... Ai que coisa chata aquela pessoa que é sempre a coitadinha, a vítima...
Então entender as situações, é o primeiro passo para o perdão, compreender que todos somos imperfeitos e erramos, entender que pessoas, pais, irmãos, amigos e amores entram na vida da gente com a finalidade de aprendizagem mútua, que alguns se vão, outros ficam, que alguns acertam, outros erram, que nós magoamos, ferimos e erramos também, é o primeiro passo para o perdão. Entender que semelhante atrai semelhante e que, pela lei da afinidade, nós cruzamos os caminhos das pessoas devido aos mesmos padrões vibracionais e que, dependendo desses padrões, nossas trocas podem ser boas ou ruins, mas que no final tudo é aprendizado, tudo é para a nossa evolução, é caminho para o perdão. Aceitar que a pessoa morreu, ou que a pessoa quis ir embora, ou que você deve ir embora e que NINGUÉM É DE NINGUÉM, SE DESAPEGAR com amor, é caminho para o perdão. AME, MAS SE DESAPEGUE! Deixe ir, deixe partir, abra espaço para o novo sem medos, isso é perdoar. 
Pai, mãe e irmãos, a gente já escolhe antes de nascer, porque a gente já tem a chance de saber o que podemos aprender com essas pessoas, depois, as pessoas vão indo e vindo em nossas vidas e nós NÃO TEMOS O DIREITO DE PRENDER NINGUÉM, NÓS NÃO TEMOS O DIREITO DE QUERER OBRIGAR QUE ALGUÉM MUDE PARA SUPRIR NOSSAS CARÊNCIAS E VAIDADES.
Ningué muda porque você quer! Mude você, mas não mude os outros. 
Quando você compreender tudo isso, estará pronto para perdoar... 
Vocês refletem sobre essas palavras por enquanto, depois eu posto algumas psicotecnologias para ajudarem vocês a perdoar as pessoas como têm me ajudado.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Exemplo de como É VOCÊ QUEM ATRAI AS SITUAÇÕES PARA SUA PRÓPRIA VIDA:

Não culpe os outros! Saia da posição de vítima!
Há dois meses eu andava aborrecida com a maneira burocrática como pacientes, funcionários e principalmente nós, funcionários do plantão noturno somos tratados pelo RH do hospital. O que seria inteligente era marcar uma reunião com a diretora de RH e conversar com ela de maneira objetiva, pontuando o que estava 'emperrando' nossas vidas, nosso cotidiano. Mas claro que o medo de encarar a diretora e sofrer represálias me conteve e o que fiz foi ficar reclamando para mim mesma e para quem quisesse ouvir. Esses pensamentos já não me trouxeram boas vibrações.
Paralelo a isso, uma pessoa numa comunidade do orkut onde sou muito atuante começou a me soltar farpas e indiretas. Passou uma, duas, três vezes. Eu já andava desgostosa, pois pouco tempo antes uma amiga teve sua moral ofendida num tópico e eu cobrei atitude de um dos moderadores que tomou as providências que julgou necessárias. Então reclamei injuriada para outro moderador sobre as indiretas pejorativas em relação à minha moral. Eu deveria também ter sido mais objetiva e menos emocional, ao cobrar postura de moderador. Porque é direito do usuário cobrar, mas tem o jeito certo. Eu não agi da forma certa. Então, além de que ele não acolheu minha solicitação, também respondeu de forma emocional, irracional e a coisa entre nós, amigos virtuais de muitos anos virou uma briga pessoal, que fui eu mesma quem começou, já embalada pelos maus sentimentos que cultivei e não soube trabalhar com os problemas profissionais que estavam me abalando. A pessoa que me ofendeu, aproveitou de minha situação desfavorável, provocada por mim mesma, e foi dar mais assunto pra história. Com a moral ofendida, respondi muito deselegantemente, com palavreado grosseiro, rude, tosco...
Que boba eu!!! Se EU SEI QUEM EU SOU E A QUE VIM, não deveria me abalar com ofensas, farpas, indiretas alheios!!! Mas a minha desestrutura permitiu que a outra me abalasse. 
Acabou que fui suspensa da comunidade. Pior não foi isso, pior foi a raiva que senti ao ver que, estando suspensa e impossibilitada de postar, fizeram fofoca a meu respeito, a mesma pessoa que me suspendeu, no seu direito e poder de moderador, postou que o ambiente estava melhor, comentou com outra que eu havia sido expulsa. E eu não podia responder, ele, melhor que ninguém sabia que eu não podia responder, rsrsrsrs. E, mais uma vez, me permiti me abalar. E quem eu defendi antes, não se manifestou publicamente a meu favor! Que besteira! Olha porque motivos pequenos amizades são desfeitas! Como as crianças têm mais sabedoria que os adultos!!!
Então, com todo esse 'lixo' em meu coração, após um cansativo plantão, com um problema de recadastramento não realizado por falta de compromisso dos funcionários envolvidos, trombei a diretora do hospital e um médico brigando no meio da rua, pelo mesmo motivo que estava me aborrecendo. Ah, pra quê?
Fui tomar as dores do médico. Pior: eu não sabia que a minha opositora na discussão era a diretora de RH, hahahahaha! Ela estava nervosa, eu também, a briga foi muito feia, e em público!!!
Nesse mesmo dia, ao chegar em casa, tive que correr com o Eduardo ao Hospital com um terrível broncoespasmo, coitadinho, ele estava filtrando a raiva que mamãe estava sentindo!!! Perdoe me filhinho!!!
Passei 2 noites e 3 dias no hospital com ele e de lá, fique sabendo que estava sofrendo represália, impedida de me recadastrar caso não me desculpasse pessoalmente com a diretora!
Os meus amigos se indignaram, movidos pelas minhas emoções, queriam que eu buscasse meus direitos via advogado. Acontece que eu era o lado mais fraco, A diretora, sendo advogada, sabia que iria levar a melhor, a coisa ia virar uma bola de neve. Enfim, após 9 anos de serviços prestados, eu corria o risco de ser demitida...
Então numa madrugada escutei o trecho de um desabafo de minha mãe para meu pai a meu respeito: "... a Cynthia se faz de vítima..."


Aquilo doeu, viu? Mas ela estava certa!


De manhã, meu pai com sua doçura e sabedoria me disse: "Dobre os joelhos. Você não vai ser menos por isso. Foi literalmente isso o que eu fiz certa vez diante da grosseria de um policial quando emparelhei meu carro com a viatura para pedir uma informação: ele gritou e me xingou em público, eu desci do carro, me ajoelhei e pedi perdão em público. Ele ficou muito constrangido."


E foi o que fiz: DOBREI OS JOELHOS!!!






Então fui compreendendo que foram os meus sentimentos que foram atraindo para mim todas aquelas situações desagradáveis, porque conheço a lei de causa e efeito, a lei da afinidade, que semelhante atrai semelhante. Se eu conheço tudo isso, deveria ter agido de forma integrada entre cérebro e coração. Aliás, fiz ambos fazerem as pazes esses dias. É, mandei meu coração e meu cérebro se abraçarem e ficarem de bem para voltarem a trabalhar em harmonia!!! 
Então perdoei a moça que nem me conhece que me ofendeu, coitada, devia estar com algum problema, eu devo ter ferido algum valor dela no debate. E não só o dela, com certeza! Perdoei a amiga a quem defendi publicamente antes e ela não fez o mesmo por mim, pois ela NÃO ME PEDIU PARA DEFENDÊ-LA, ela não me pediu nada, se eu fiz por que quis, não deveria me magoar por não ter havido retorno semelhante, se eu tomei de fato uma atitude de coração, não deveria esperar 'pagamento', e se esperava, deveria então ter falado com todas as letras! Perdoei meu amigo moderador, pois, afinal de contas, eu também fui agressiva, perdoei a fofoca que ele fez de mim com outra pessoa porque fofoca, todo mundo faz! (Quase todo mundo) E, quando enxerguei que eu também faço e estou trabalhando para não fazer mais, pude perdoar a fofoca dele. Como posso me indignar com uma atitude contra mim, se eu a atraí fazendo para outras pessoas? Então pedi também perdão a meu querido amigo, tão humano quanto eu.




Já já vou falar mais sobre fofoca, citando o sábio filósofo grego novamente...

sábado, 16 de outubro de 2010

Mas não bastava...

Apenas a prática e o aprendizado religiosos não estavam suprindo não apenas a minha necessidade de elevação, mas principalmente de CURA ESPIRITUAL.
E eu não compreendia que os males da alma e da mente geram doenças no nosso corpo material também. E que não basta apenas entregar nas mãos dos deuses...
Não sei se foi esse pensamento que minha querida amiga Anitsi quis me passar com as "chacoalhadas" que ela me deu, ao me "mandar" parar de ser superficial. Mas ela conversou com a Grande Mãe de Todas as Bruxas, a Deusa Hécate a meu respeito e foi esse o recado que Anitsi me passou.
Paralelamente, minha outra queridíssima, Melody Mel, ambas Bruxas, me apresentou a auto-sugestão, O Segredo, 21 dias para um Milagre e me reapresentou Cristina Cairo, a quem tive o imenso prazer e honra de conhecer há uns 20 anos. Tudo o que me foi mostrado, não era novidade para mim, mas eu nunca havia dado importância.
Agora sim, engatei a primeira...


Comecei a estudar e praticar, estudar e praticar, estudar e praticar. E tenho percebido mudanças sutis na minha vida, na minha saúde física e mental, na saúde de meus filhos. Falando em filhos, esses PEQUENOS GRANDES SÁBIOS foram também os que me empurraram a tomar uma ATITUDE! Eles estavam cada vez mais piorando de seus problemas respiratórios, chegando a sofrer internações e então descobri que seus problemas de saúde eram reflexo do MEU DESEQUILÍBRIO EMOCIONAL. Consegui afastar o sentimento de culpa e fui atrás de MEDITAÇÃO, YOGA, ORAÇÕES, SEICHO NO IÊ, AURICULOTERAPIA, TOQUE TERAPÊUTICO, RADIESTESIA, FLORAIS DE BACH, SHIATSU, TAI CHI, para curar a mim, para me equilibrar, para poder promover a saúde de meus filhos.
Estou ainda no comecinho de um longo e prazeroso trabalho, que entretanto, exige persistência e determinação!


Então, um querido amigo a quem prezo muito a sabedoria de vida me procurou para desabafar um problema grave de saúde na família. Eu não sabia como ajudá-lo, sua familiar estava num estágio terminal da doença e, além da distância de Estados onde moramos, eu ainda estava (e estou) muito 'crua'.
Depois outra amiga me procurou com problemas amorosos, outra com depressão e funcionários do hospital começaram a me pedir 'dicas', conselhos sobre terapias e cristais.


Então vi que não podia guardar esses conhecimentos milenares que estou ainda aprendendo só para mim.


SE SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE e eu estou num processo de BUSCA, CURA E TRANSFORMAÇÃO, as pessoas que têm me procurado também o estão!
E foi por isso que criei esse blog, essa 'Taverna' para poder compartilhar o resgate desse conhecimento milenar que tenho buscado...

Então 'vambora'!!! NAMASTÊ!!!

Como tudo começou...

Ah... eu estava linda! Algo assim:
Só que o vestido era preto, calda de sereia e eu tinha 7 anos e uns quilos a menos.
Então sentada, conversando com uma amiga eu o vi chegando e ouvi uma voz: "Acabou sua espera...".
Pronto. Simples. Já sabia que iríamos casar e ter 3 filhos. 
Horas antes tia Frida disse ao olhar para mim e suas duas filhas lindas e loiras: "Uma de vocês vai arrumar marido hoje!"
E fui eu!
No dia seguinte, disse a minha mãe, como fiz tantas vezes antes: "Conheci um rapaz, ficamos e hoje ele me levará ao cinema". Ela respondeu o que nunca respondera antes: "Então trata de trazê-lo logo em casa, porque vocês vão casar".
E casamos!
Tivemos Dudu e Mel, mas logo após o nascimento do Dudu a paixão que ele sentia por mim foi minguando e fui enlouquecendo ao tentar me mudar a espera de que ele se modificasse, voltasse a gostar de mim. Perdi completamente a minha identidade. Virei um rascunho imperfeito de mim mesma e uma sombra dele.
E fomos acumulando agressões e mágoas.


Um dia, afundada no sofá, sob efeito de remédios, chorando, a voz voltou e disse: "Páre todos esses remédios e tenha um filho". "Não posso, sou louca, não sirvo pra cuidar dos dois que já fiz!". "Tenha um filho". "Meu casamento acabou, nem sexo fazemos mais. Ele não me ama". "Tenha um filho". "Está bem."
Alguns dias depois o acordei e após cumprir sua obrigação com má vontade e rapidamente, ele virou pro lado e voltou a dormir. E eu virei pro outro lado... grávida!
Teria sido a voz da Deusa que me falou ao coração, ou alucinação auditiva? Não importa. Foi o início da minha conversão ao paganismo.
Tive parada cárdio respiratória durante o parto de Nicolas. Nascemos juntos em 02/08/2008. Ambos pagãos.
E, quando Nico tinha 4 meses, mandei meu amor embora. Nos libertei. Senti que arranquei metade de mim. Bobagem. Mas sofri muito...

Taverna da Grega: TAVERNA DA GREGA

Taverna da Grega: TAVERNA DA GREGA: "Entre, tome um nectar, deguste uma ambrosia comigo! Criei este espaço no intuito de contar como tem sido minha 'viagem' de auto-conhecimento..."

Aqui discorro sobre minha vida e minhas vivências no aprendizado e prática de Programação Neurolinguística, Meditação, Yoga e Medicina Oriental.